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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NILBO NOGUEIRA

Aprender sonhando
Projetar é sonhar, garante o educador
Nilbo Nogueira. Afinal, tem coisa
melhor que planejar e pôr em prática,
na sala de aula, atividades de acordo
com seus gostos e interesses? Mas não
basta sonhar sozinho. Para ele,
trabalhar com projetos deve ser uma
criação coletiva da coordenação, dos
professores e, principalmente, dos
alunos.
Esperando a professora dizer com que
cor pintar o céu. Parece piada, mas é
assim que o educador Nilbo Nogueira
define o sentimento de muitos alunos
nos processos tradicionais de ensino-
aprendizagem. Especialista em projetos
educacionais, ele não titubeia em
apontar o fim da passividade em favor
da interação como principal vantagem
dos projetos. Se dependesse só de sua
vontade, alunos passivos e professores
ditando regras já seriam artigos de
museu.
Mas tal conquista não é fácil, admite.
"Os alunos ainda não estão
acostumados com a autonomia (...) a
sensação é de que estão perdidos, pois
não existe, no projeto, o professor
dirigindo". Para ele, a questão é tão
séria que, em vez de ir pondo
planejamento, execução e avaliação de
projetos onde antes havia aulas e
provas, ele recomenda cautela e uma
regrinha básica: é preciso que fique
muito claro para os alunos o que é um
projeto e qual o seu papel dentro dele.
E se os alunos não se sentirem
motivados a participar? "Duvido que
eles prefiram ficar passivos dentro da
sala de aula copiando textos do
quadro-negro", desafia de pronto.
Segundo ele, o problema é outro. Para
explicar o papel do aluno, é preciso
primeiro que os professores entendam
seu próprio papel nessa dinâmica. Ele
lamenta que ainda haja educadores
que resistam aos projetos, "achando
que a escola está arrumando mais
serviço para eles".
Para Nilbo, cabe ao professor apenas e
tão somente mediar e facilitar as etapas
do projeto. Quem interage e trabalha,
na verdade, são os alunos. Segundo
ele, às vezes o equívoco é tão grande
que "alguns professores estão
praticando a dinâmica de projetos em
sala de aula solicitando a seus alunos
atividades planejadas por eles ou pela
coordenação pedagógica da escola".
"Alguns esquecem que projetar é
sonhar e que ninguém pode realizar o
sonho do outro", conclui.
Na entrevista a seguir, Nilbo Nogueira
fala da necessidade de superar os
modismos e mal-entendidos que
envolvem os projetos e cita a Internet
como um instrumento capaz de
potencializar pesquisas, interações e
trocas de informações para além dos
muros da escola. A propósito, o Portal
Educacional acaba de lançar o
Concurso NetBrasil 2002, que vai
premiar dois projetos educacionais que
usarem a Internet com essa finalidade.
Qual a principal vantagem em se
trabalhar por meio de projetos
educacionais?
Impossível pensar o processo de
ensino-aprendizagem sem múltiplas
interações. O ensino formal, em que o
aluno não participa e não interage em
seu processo de construção do
conhecimento, é algo mais do que
questionável atualmente. Dessa forma,
podemos citar, dentre várias vantagens
dos projetos, a mais importante, que é
a troca da passividade do aluno pela
interação. Os projetos, com certeza,
parecem suprir essa necessidade de
fazer com que o aluno rompa com sua
passividade e interaja de diferentes
maneiras em todas as etapas de sua
execução.
Existem regras básicas que devem
fazer parte de qualquer projeto,
independentemente do tema
tratado?
Acredito que sim. De certa forma,
nossos alunos ainda não estão
acostumados com a autonomia, e, nos
projetos, precisamos trabalhar com
essa questão. Se não estabelecermos
como primeira regra contar aos nossos
alunos o que é um projeto e como se
trabalha com o ato de projetar, eles
terão a sensação de que estão
"perdidos", pois não existe, no projeto,
o professor dirigindo e ditando as
tarefas, as atividades, a cor da caneta, a
forma da maquete, o tipo de cartaz,
etc. Entendido primeiramente o que é
um projeto e qual o seu papel dentro
dessa dinâmica, as regras seguintes são
aquelas relacionadas às etapas de um
projeto, que são norteadoras para seu
planejamento, execução, depuração,
apresentação e avaliação.
A interdisciplinaridade ou a
multidisciplinaridade é um
requisito essencial de qualquer
projeto?
Seria se todos os projetos fossem
interdisciplinares. Na prática, um
projeto pode iniciar com apenas um
professor de uma única disciplina
tratando de um determinado conteúdo
programático. No decorrer do projeto,
conforme interesses e necessidades,
outros professores e outras disciplinas
podem interagir com o projeto em
questão e, dependendo da forma, a
multi ou a interdisciplinaridade
poderão acontecer espontaneamente.
De nada adianta a escola estabelecer
como tema único para todas as séries e
professores que o projeto desse
bimestre será "Brasil 500 Anos" (ainda
bem que já acabou esse modismo); um
tema único de um projeto para toda
escola não garantirá necessariamente a
prática da interdisciplinaridade. Já
presenciei inúmeros projetos que
iniciaram em uma única disciplina e
depois abrangeram outras, por
necessidade e interesse de alunos e
professores, assim como projetos de
temas únicos em escolas que
pretendiam praticar a
interdisciplinaridade e, no final, cada
professor trabalhou o tema de forma
isolada.
Qual a relação entre projetos e
temas transversais?
Embora isso não seja uma regra, os
projetos, na prática, têm ocorrido em
um determinado período letivo. Por
exemplo: no primeiro bimestre ou no
segundo semestre, etc. Dessa forma,
um projeto temático não vai
contemplar necessariamente o ano
letivo inteiro. Quando nos referimos
aos temas transversais, esperamos que,
na prática, esse tema seja abordado, se
possível, durante todo o ano letivo e
por todos os professores. Espera-se que
essa abordagem seja realizada pelos
professores de forma sutil, incorporada
ao seu conteúdo. Não podemos
imaginar um tema transversal sendo
tratado como um "caroço", ou seja, no
meio do conteúdo, o professor dá uma
parada, trata do tema transversal e
depois volta a falar de seu conteúdo
novamente, sem estabelecer nenhum
tipo de relação. Fazendo uma metáfora,
podemos imaginar uma disciplina
como um bolo em que os conteúdos
são seus ingredientes: a farinha, os
ovos, etc. não aparecem isoladamente,
mas sim na composição da massa.
Imagine agora comer um bolo e
encontrar um "caroço" de farinha! O
tema transversal tratado de forma
isolada do conteúdo tem essa mesma
característica do "caroço" de farinha.
Juntando essas situações, poderíamos
questionar: é possível trabalhar os
temas transversais com projetos? E a
resposta seria sim, desde que
contemplássemos as questões da forma
(projeto) com a necessidade de
abordagem (transversal).
Que conselhos o senhor daria ao
professor que resiste a trabalhar
com projetos e a quem está
aderindo a esse trabalho pela
primeira vez?
Não imaginar que o projeto é mais
uma atividade que ele vai ter de fazer
como tantas outras e que a escola está
arrumando mais serviço para ele. No
projeto, o professor não terá mais
serviço, pois quem na realidade deve
interagir e trabalhar são os alunos. O
professor simplesmente deverá
orquestrar essa atividade, mediando e
facilitando suas etapas. Àquele
professor que resiste a trabalhar com
projeto, achando que terá mais serviço,
eu aconselho estudar um pouco mais
sobre o que é realmente um projeto,
pois só assim perceberá que não é essa
a proposta. Muitos resistem por causa
dos conteúdos. Aconselho, nesses
casos, que pensem então em trabalhar
os conteúdos com projetos ou projetos
dos conteúdos. Particularmente, acho
que a resistência maior está no
desconhecido e também na
necessidade de ser mais flexível, já que
é impossível trabalhar com projetos de
forma rígida e inflexível. Num projeto,
estamos abertos a tudo, pois projetar é
uma referência ao futuro, que, em
muitos casos, ainda é desconhecido.
Que atitude (ou mudança de
atitude) o professor deve ter ao
assumir um projeto?
Ele deve simplesmente ser mediador e
facilitador de todas as etapas de um
projeto. Nessa dinâmica, ele não dita
regras nem conteúdos, mas, sim,
orquestra a projeção de seus alunos.
Como encaixar o trabalho com
projetos no cronograma apertado
e no currículo rígido das escolas?
É difícil resolver essa questão, mas não
impossível. Então, resta-nos questionar
a forma de trabalho com esses
conteúdos, bem como a real
necessidade de alguns tópicos desses.
De nada adianta ter um conteúdo
programático "apertado" e o aluno
aprender pouco de muito, ao passo
que poderia aprender muito de pouco.
Questiono particularmente não os
conteúdos, mas, sim, a forma como são
tratados. Tomando como referência os
PCNs, verificamos que os conteúdos
devem ser trabalhados de forma
conceitual, procedimental e atitudinal.
Na prática, o professor domina bem a
forma de ministrar seus conteúdos
conceitualmente. Mas como está
trabalhando estes de forma
procedimental e atitudinal? Uma boa
saída para esses casos são os projetos,
já que, ao projetar, os alunos
demonstram atitudes e, ao executá-lo,
trabalham com procedimentos.
Como despertar o interesse dos
alunos se eles já estiverem
acostumados à rotina de classes e
disciplinas?
Começando aos poucos e devagar, de
forma que eles rompam com esses
"vícios" adquiridos. No primeiro
momento, é complicado trabalhar com
autonomia com quem sempre esperou
a professora dizer de que cor era para
pintar o céu. Volto a relembrar a regra
básica que já mencionei, que é contar
ao aluno o que é um projeto e como se
trabalha com um projeto. Entendido
qual é a proposta, duvido que eles
prefiram ficar passivos dentro da sala
de aula copiando textos e mais textos
do quadro-negro do que trabalhar com
autonomia, planejando e realizando
aquilo que têm vontade e pelo que têm
interesse.
É necessário haver classes
específicas para os projetos? Ou,
pouco a pouco, os projetos
acabarão substituindo o ensino
baseado em disciplinas?
Existe o ideal e o real. Hoje, o real é
conseguir trabalhar com projetos
dentro das disciplinas, junto com os
conteúdos, e durante as aulas
regulares. Espero que um dia
consigamos chegar ao ideal, ou seja, o
projeto englobando as disciplinas de
forma integrada, sem haver a
fragmentação das diferentes áreas do
conhecimento. Algumas escolas já
possuem uma "disciplina" chamada
Projeto, que media todas as propostas
das diferentes disciplinas.
Aparentemente, o resultado parece ser
interessante.
Como avaliar um projeto?
Existe a avaliação do projeto e das
aquisições de conteúdos. Ao término
da apresentação do projeto, considero
como etapa final a avaliação, que na
prática é uma sessão, mediada pelo
professor, em que cada aluno faz sua
auto-avaliação e autocrítica e,
posteriormente, avalia e critica (com
sugestões) os demais projetos. Como
ferramenta de avaliação, podemos
utilizar um "processofólio", que é uma
pasta em que cada aluno registra todas
as ações, descobertas, planejamentos,
atividades, rascunhos, interesses, etc.
Esse instrumento acaba sendo um
registro passo a passo de todo o
processo do projeto em questão, bem
como o registro da evolução que
ocorreu durante a seqüência de
realização dos diferentes projetos.
Pode-se dizer que um trabalho
exclusivamente por projetos é mais
eficaz?
Difícil afirmar isso. Mesmo sendo um
apaixonado e partidário da utilização
dos projetos, tenho de reconhecer que
existem outras possibilidades de
interação dos alunos e outros
processos que auxiliam na
aprendizagem. Posso afirmar, sem
sombra de dúvidas, que os projetos são
uma das formas eficazes.
Na sua opinião, a Internet pode
ajudar a execução de projetos?
Como?
Pode e muito. Da mesma forma que
trabalhamos com projetos em um
espaço real de aprendizagem, também
podemos trabalhar em um espaço
virtual (ciberespaço) de aprendizagem.
Os mesmos projetos que realizavam
atividades em papel, isopor, cartolina,
utilizando tintas, encenações,
entrevistas gravadas em vídeo, etc.,
podem ser trabalhados com produção
de documentos na Web. A diferença é
que a apresentação final não
necessariamente ocorrerá no espaço
real (da escola), mas sim no
ciberespaço, por meio de sites e home
pages. Acho que a Internet não está
sendo utilizada em todo o seu
potencial. Muitos ainda a encaram
como fonte de pesquisa e coleta de
informações, esquecendo-se do rico
arsenal de ferramentas de comunicação
que podem propiciar um trabalho
cooperativo. Dessa forma, os projetos
podem ser trabalhados além das
paredes da escola e por grupos
distintos de diferentes regiões.
Lentamente, as coisas estão
caminhando para um trabalho no
ciberespaço e, conseqüentemente, na
colaboração da construção de uma
inteligência coletiva. Percebe-se a
preocupação de muitos professores em
desvendar esses novos "mistérios".
Particularmente, tenho presenciado
isso em uma das disciplinas (Internet
Pedagógica) que leciono num curso de
pós-graduação.
É válido que o professor recorra a
projetos sugeridos em revistas ou
sites, adaptando-os à realidade
dos alunos, mesmo que ele tenha
dúvidas sobre como criar projetos
próprios?
Não acredito que modelos copiados
surtam efeito de projetos, mas, sim, de
atividades e tarefas solicitadas aos
alunos. Para o professor que nunca
trabalhou com projeto, admito até a
possibilidade de copiar e utilizar uma
ou duas vezes um "modelo", mas a
partir disso, vejo a necessidade de
trabalhar na criação de projetos de
forma coletiva, principalmente com
seus alunos. Se projetar é sonhar, fica,
então, a pergunta: Como poderei
realizar "sonhos" de terceiros?
Sobre essas adaptações, um
mesmo projeto pode se aplicar a
todas as idades, apenas variando o
grau de dificuldade, como sugeriu
Brunner em seu "currículo espiral"?
Sim. Acredito que as adaptações de
intensidade sobre um mesmo tema são
fundamentais. Mas acho que proposto
o tema e perguntado aos alunos quais
seriam suas vontades, necessidades,
interesses, etc., eles mesmo acabarão
norteando a profundidade e
abrangência do projeto. Dessa forma,
creio que um tema único pode ser
aplicado a diferentes faixas etárias, pois,
em cada uma delas, surgirão
naturalmente os diferentes interesses,
variando conforme suas necessidades
sobre a problemática proposta.
Muitos professores já fazem
projetos sem saberem que o estão
fazendo, outros o fazem apenas no
papel (muitas vezes são obrigados
a fazer). Qual a mudança
necessária na formação de
professores para que a pedagogia
de projetos realmente faça parte
da rotina de nossas escolas?
Para se praticar a dinâmica de trabalho
com projetos, é necessário previamente
estudar, ler e entender essa proposta
de atuação em sala de aula. Acho que
a falta de entendimento e
compreensão está levando alguns
professores à pratica de um modismo.
Alguns professores estão praticando a
dinâmica de projetos em sala de aula
de forma equivocada, solicitando a seus
alunos atividades planejadas por eles
ou pela coordenação pedagógica da
escola. Alguns esquecem que projetar é
sonhar e que ninguém pode realizar o
sonho do outro. Se for para sonhar na
escola, que seja, então, um sonho
coletivo da coordenação, dos
professores e também dos alunos, pois,
se não for dessa forma, os alunos
estarão apenas realizando atividades
que alguém propôs. Nesse caso, não
estaremos trabalhando com projetos,
estaremos apenas utilizando modelos e
brincando de projetar.nalidade.
Qual a principal vantagem em se
trabalhar por meio de projetos
educacionais?
Impossível pensar o processo de
ensino-aprendizagem sem múltiplas
interações. O ensino formal, em que o
aluno não participa e não interage em
seu processo de construção do
conhecimento, é algo mais do que
questionável atualmente. Dessa forma,
podemos citar, dentre várias vantagens
dos projetos, a mais importante, que é
a troca da passividade do aluno pela
interação. Os projetos, com certeza,
parecem suprir essa necessidade de
fazer com que o aluno rompa com sua
passividade e interaja de diferentes
maneiras em todas as etapas de sua
execução.
Existem regras básicas que devem
fazer parte de qualquer projeto,
independentemente do tema
tratado?
Acredito que sim. De certa forma,
nossos alunos ainda não estão
acostumados com a autonomia, e, nos
projetos, precisamos trabalhar com
essa questão. Se não estabelecermos
como primeira regra contar aos nossos
alunos o que é um projeto e como se
trabalha com o ato de projetar, eles
terão a sensação de que estão
"perdidos", pois não existe, no projeto,
o professor dirigindo e ditando as
tarefas, as atividades, a cor da caneta, a
forma da maquete, o tipo de cartaz,
etc. Entendido primeiramente o que é
um projeto e qual o seu papel dentro
dessa dinâmica, as regras seguintes são
aquelas relacionadas às etapas de um
projeto, que são norteadoras para seu
planejamento, execução, depuração,
apresentação e avaliação.
A interdisciplinaridade ou a
multidisciplinaridade é um
requisito essencial de qualquer
projeto?
Seria se todos os projetos fossem
interdisciplinares. Na prática, um
projeto pode iniciar com apenas um
professor de uma única disciplina
tratando de um determinado conteúdo
programático. No decorrer do projeto,
conforme interesses e necessidades,
outros professores e outras disciplinas
podem interagir com o projeto em
questão e, dependendo da forma, a
multi ou a interdisciplinaridade
poderão acontecer espontaneamente.
De nada adianta a escola estabelecer
como tema único para todas as séries e
professores que o projeto desse
bimestre será "Brasil 500 Anos" (ainda
bem que já acabou esse modismo); um
tema único de um projeto para toda
escola não garantirá necessariamente a
prática da interdisciplinaridade. Já
presenciei inúmeros projetos que
iniciaram em uma única disciplina e
depois abrangeram outras, por
necessidade e interesse de alunos e
professores, assim como projetos de
temas únicos em escolas que
pretendiam praticar a
interdisciplinaridade e, no final, cada
professor trabalhou o tema de forma
isolada.
Qual a relação entre projetos e
temas transversais?
Embora isso não seja uma regra, os
projetos, na prática, têm ocorrido em
um determinado período letivo. Por
exemplo: no primeiro bimestre ou no
segundo semestre, etc. Dessa forma,
um projeto temático não vai
contemplar necessariamente o ano
letivo inteiro. Quando nos referimos
aos temas transversais, esperamos que,
na prática, esse tema seja abordado, se
possível, durante todo o ano letivo e
por todos os professores. Espera-se que
essa abordagem seja realizada pelos
professores de forma sutil, incorporada
ao seu conteúdo. Não podemos
imaginar um tema transversal sendo
tratado como um "caroço", ou seja, no
meio do conteúdo, o professor dá uma
parada, trata do tema transversal e
depois volta a falar de seu conteúdo
novamente, sem estabelecer nenhum
tipo de relação. Fazendo uma metáfora,
podemos imaginar uma disciplina
como um bolo em que os conteúdos
são seus ingredientes: a farinha, os
ovos, etc. não aparecem isoladamente,
mas sim na composição da massa.
Imagine agora comer um bolo e
encontrar um "caroço" de farinha! O
tema transversal tratado de forma
isolada do conteúdo tem essa mesma
característica do "caroço" de farinha.
Juntando essas situações, poderíamos
questionar: é possível trabalhar os
temas transversais com projetos? E a
resposta seria sim, desde que
contemplássemos as questões da forma
(projeto) com a necessidade de
abordagem (transversal).
Que conselhos o senhor daria ao
professor que resiste a trabalhar
com projetos e a quem está
aderindo a esse trabalho pela
primeira vez?
Não imaginar que o projeto é mais
uma atividade que ele vai ter de fazer
como tantas outras e que a escola está
arrumando mais serviço para ele. No
projeto, o professor não terá mais
serviço, pois quem na realidade deve
interagir e trabalhar são os alunos. O
professor simplesmente deverá
orquestrar essa atividade, mediando e
facilitando suas etapas. Àquele
professor que resiste a trabalhar com
projeto, achando que terá mais serviço,
eu aconselho estudar um pouco mais
sobre o que é realmente um projeto,
pois só assim perceberá que não é essa
a proposta. Muitos resistem por causa
dos conteúdos. Aconselho, nesses
casos, que pensem então em trabalhar
os conteúdos com projetos ou projetos
dos conteúdos. Particularmente, acho
que a resistência maior está no
desconhecido e também na
necessidade de ser mais flexível, já que
é impossível trabalhar com projetos de
forma rígida e inflexível. Num projeto,
estamos abertos a tudo, pois projetar é
uma referência ao futuro, que, em
muitos casos, ainda é desconhecido.
Que atitude (ou mudança de
atitude) o professor deve ter ao
assumir um projeto?
Ele deve simplesmente ser mediador e
facilitador de todas as etapas de um
projeto. Nessa dinâmica, ele não dita
regras nem conteúdos, mas, sim,
orquestra a projeção de seus alunos.
Como encaixar o trabalho com
projetos no cronograma apertado
e no currículo rígido das escolas?
É difícil resolver essa questão, mas não
impossível. Então, resta-nos questionar
a forma de trabalho com esses
conteúdos, bem como a real
necessidade de alguns tópicos desses.
De nada adianta ter um conteúdo
programático "apertado" e o aluno
aprender pouco de muito, ao passo
que poderia aprender muito de pouco.
Questiono particularmente não os
conteúdos, mas, sim, a forma como são
tratados. Tomando como referência os
PCNs, verificamos que os conteúdos
devem ser trabalhados de forma
conceitual, procedimental e atitudinal.
Na prática, o professor domina bem a
forma de ministrar seus conteúdos
conceitualmente. Mas como está
trabalhando estes de forma
procedimental e atitudinal? Uma boa
saída para esses casos são os projetos,
já que, ao projetar, os alunos
demonstram atitudes e, ao executá-lo,
trabalham com procedimentos.
Como despertar o interesse dos
alunos se eles já estiverem
acostumados à rotina de classes e
disciplinas?
Começando aos poucos e devagar, de
forma que eles rompam com esses
"vícios" adquiridos. No primeiro
momento, é complicado trabalhar com
autonomia com quem sempre esperou
a professora dizer de que cor era para
pintar o céu. Volto a relembrar a regra
básica que já mencionei, que é contar
ao aluno o que é um projeto e como se
trabalha com um projeto. Entendido
qual é a proposta, duvido que eles
prefiram ficar passivos dentro da sala
de aula copiando textos e mais textos
do quadro-negro do que trabalhar com
autonomia, planejando e realizando
aquilo que têm vontade e pelo que têm
interesse.
É necessário haver classes
específicas para os projetos? Ou,
pouco a pouco, os projetos
acabarão substituindo o ensino
baseado em disciplinas?
Existe o ideal e o real. Hoje, o real é
conseguir trabalhar com projetos
dentro das disciplinas, junto com os
conteúdos, e durante as aulas
regulares. Espero que um dia
consigamos chegar ao ideal, ou seja, o
projeto englobando as disciplinas de
forma integrada, sem haver a
fragmentação das diferentes áreas do
conhecimento. Algumas escolas já
possuem uma "disciplina" chamada
Projeto, que media todas as propostas
das diferentes disciplinas.
Aparentemente, o resultado parece ser
interessante.
Como avaliar um projeto?
Existe a avaliação do projeto e das
aquisições de conteúdos. Ao término
da apresentação do projeto, considero
como etapa final a avaliação, que na
prática é uma sessão, mediada pelo
professor, em que cada aluno faz sua
auto-avaliação e autocrítica e,
posteriormente, avalia e critica (com
sugestões) os demais projetos. Como
ferramenta de avaliação, podemos
utilizar um "processofólio", que é uma
pasta em que cada aluno registra todas
as ações, descobertas, planejamentos,
atividades, rascunhos, interesses, etc.
Esse instrumento acaba sendo um
registro passo a passo de todo o
processo do projeto em questão, bem
como o registro da evolução que
ocorreu durante a seqüência de
realização dos diferentes projetos.
Pode-se dizer que um trabalho
exclusivamente por projetos é mais
eficaz?
Difícil afirmar isso. Mesmo sendo um
apaixonado e partidário da utilização
dos projetos, tenho de reconhecer que
existem outras possibilidades de
interação dos alunos e outros
processos que auxiliam na
aprendizagem. Posso afirmar, sem
sombra de dúvidas, que os projetos são
uma das formas eficazes.
Na sua opinião, a Internet pode
ajudar a execução de projetos?
Como?
Pode e muito. Da mesma forma que
trabalhamos com projetos em um
espaço real de aprendizagem, também
podemos trabalhar em um espaço
virtual (ciberespaço) de aprendizagem.
Os mesmos projetos que realizavam
atividades em papel, isopor, cartolina,
utilizando tintas, encenações,
entrevistas gravadas em vídeo, etc.,
podem ser trabalhados com produção
de documentos na Web. A diferença é
que a apresentação final não
necessariamente ocorrerá no espaço
real (da escola), mas sim no
ciberespaço, por meio de sites e home
pages. Acho que a Internet não está
sendo utilizada em todo o seu
potencial. Muitos ainda a encaram
como fonte de pesquisa e coleta de
informações, esquecendo-se do rico
arsenal de ferramentas de comunicação
que podem propiciar um trabalho
cooperativo. Dessa forma, os projetos
podem ser trabalhados além das
paredes da escola e por grupos
distintos de diferentes regiões.
Lentamente, as coisas estão
caminhando para um trabalho no
ciberespaço e, conseqüentemente, na
colaboração da construção de uma
inteligência coletiva. Percebe-se a
preocupação de muitos professores em
desvendar esses novos "mistérios".
Particularmente, tenho presenciado
isso em uma das disciplinas (Internet
Pedagógica) que leciono num curso de
pós-graduação.
É válido que o professor recorra a
projetos sugeridos em revistas ou
sites, adaptando-os à realidade
dos alunos, mesmo que ele tenha
dúvidas sobre como criar projetos
próprios?
Não acredito que modelos copiados
surtam efeito de projetos, mas, sim, de
atividades e tarefas solicitadas aos
alunos. Para o professor que nunca
trabalhou com projeto, admito até a
possibilidade de copiar e utilizar uma
ou duas vezes um "modelo", mas a
partir disso, vejo a necessidade de
trabalhar na criação de projetos de
forma coletiva, principalmente com
seus alunos. Se projetar é sonhar, fica,
então, a pergunta: Como poderei
realizar "sonhos" de terceiros?
Sobre essas adaptações, um
mesmo projeto pode se aplicar a
todas as idades, apenas variando o
grau de dificuldade, como sugeriu
Brunner em seu "currículo espiral"?
Sim. Acredito que as adaptações de
intensidade sobre um mesmo tema são
fundamentais. Mas acho que proposto
o tema e perguntado aos alunos quais
seriam suas vontades, necessidades,
interesses, etc., eles mesmo acabarão
norteando a profundidade e
abrangência do projeto. Dessa forma,
creio que um tema único pode ser
aplicado a diferentes faixas etárias, pois,
em cada uma delas, surgirão
naturalmente os diferentes interesses,
variando conforme suas necessidades
sobre a problemática proposta.
Muitos professores já fazem
projetos sem saberem que o estão
fazendo, outros o fazem apenas no
papel (muitas vezes são obrigados
a fazer). Qual a mudança
necessária na formação de
professores para que a pedagogia
de projetos realmente faça parte
da rotina de nossas escolas?
Para se praticar a dinâmica de trabalho
com projetos, é necessário previamente
estudar, ler e entender essa proposta
de atuação em sala de aula. Acho que
a falta de entendimento e
compreensão está levando alguns
professores à pratica de um modismo.
Alguns professores estão praticando a
dinâmica de projetos em sala de aula
de forma equivocada, solicitando a seus
alunos atividades planejadas por eles
ou pela coordenação pedagógica da
escola. Alguns esquecem que projetar é
sonhar e que ninguém pode realizar o
sonho do outro. Se for para sonhar na
escola, que seja, então, um sonho
coletivo da coordenação, dos
professores e também dos alunos, pois,
se não for dessa forma, os alunos
estarão apenas realizando atividades
que alguém propôs. Nesse caso, não
estaremos trabalhando com projetos,
estaremos apenas utilizando modelos e
brincando de projetar.

domingo, 2 de outubro de 2011

LEI ORGÂNICA DE SÃO CAETANO DO SUL

OK
Terças-feiras, às
16h
Endereço:
Av. Goias, 600 -
Bairro Santo
Antonio
Cep: 09521-300
PABX: (11)
4228-6000
Horário: das 8h às
18h
Lei Orgânica do Município
Titulos:
Preâmbulo
Nós, representantes do povo
sulsancaetanense, reunidos em sessão
municipal constituinte, nos termos da
Constituição Federal, com a finalidade
de instituir a lei maior do município,
destinada a assegurar a todo habitante
do município o direito à educação, à
saúde, ao trabalho, ao lazer, à
segurança, à previdência social, à
proteção à maternidade e à infância, à
assistência aos desamparados, à
habitação, ao transporte, ao meio
ambiente equilibrado e ao saneamento
básico, promovendo uma sociedade
fraterna e sem preconceitos, fundada
na harmonia social e comprometida, na
ordem interna, com a solução pacífica
das controvérsias, promulgamos, sob a
proteção de Deus, a LEI ORGÂNICA DO
MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO
SUL.
Título I - Das Disposições
Preliminares
Capítulo I - Do Município
Artigo 1° - O povo do Município de São
Caetano do Sul, por intermédio de seus
representantes na Câmara Municipal,
no exercício dos poderes conferidos
pela Constituição Federal, com o
propósito de assegurar o exercício dos
direitos sociais e individuais, a
liberdade, a segurança, o bem-estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a
justiça como valores supremos da
sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceito, fundada na harmonia
social, decreta e promulga sua Lei
Orgânica.
Artigo 2° - São símbolos do Município
de São Caetano do Sul, o Brasão de
Armas, a Bandeira do Município, o Hino
e o Caetaninho. (NR)
*Redação do artigo 2° alterada pela
Emenda à Lei Orgânica do Município n
° 11, de 25 de abril de 2000.
Capítulo II - Da Competência
Artigo 3° - O Município tem como
competência privativa legislar sobre
assuntos de interesse local, tendo como
objetivo o bem-estar de sua população
e o pleno desenvolvimento de suas
funções sociais, cabendo-lhe
privativamente, entre outras, as
seguintes atribuições:
I - elaborar o plano plurianual, as
diretrizes orçamentárias e os
orçamentos anuais, nos termos da
Seção II, Capítulo I, Título VI, da
Constituição Federal;
II - instituir e arrecadar os tributos de
sua competência e fixar, cobrar preços,
bem como aplicar suas rendas, sem
prejuízo da obrigatoriedade de prestar
contas e publicar balancetes nos prazos
fixados em lei;
III - criar, organizar e suprimir distritos,
observada a legislação estadual;
IV - organizar e prestar os serviços
públicos de forma centralizada ou
descentralizada, sendo neste caso:
a) por outorga, às suas autarquias ou
entidades paraestatais;
b) por delegação, a particulares,
mediante concessão, permissão ou
autorização, sempre por meio de
solicitação;
V - disciplinar a utilização dos
logradouros públicos e em especial os
destinados ao trânsito e tráfego,
provendo sobre:
a) o transporte coletivo urbano, seu
itinerário, os pontos de parada e as
tarifas;
b) os serviços de táxi, seus pontos de
estacionamento e sua tarifa;
c) a sinalização, os limites das "zonas de
silêncio", os serviços de carga e
descarga, a tonelagem permitida aos
veículos, assim como os locais de
estacionamento destes;
VI - dispor quanto aos bens:
a) de sua propriedade, no que se refere
à sua administração, utilização e
alienação;
b) de terceiros, relativamente à
aquisição, inclusive por meio de
desapropriação, à instituição de
servidão administrativa ou à ocupação
temporária;
VII - elaborar seu Plano Diretor;
VIII - manter, com cooperação técnica
e financeira da União e do Estado,
programas de educação pré-escolar e
de ensino fundamental;
IX- prestar, com a cooperação técnica e
financeira da União e do Estado,
serviços de atendimento à saúde da
população;
X - promover, no que couber,
adequado ordenamento territorial,
mediante planejamento e controle do
uso do parcelamento e da ocupação do
solo urbano;
XI - promover a proteção do
patrimônio histórico-cultural do
Município, observada a legislação e a
ação fiscalizadora federal e estadual;
XII - cuidar da limpeza das vias e
logradouros públicos e dar destinação
ao lixo e outros resíduos de qualquer
natureza;
XIII - conceder aos estabelecimentos
industriais e comerciais licença para sua
instalação e horário de funcionamento,
observadas as normas federais
pertinentes;
XIV - dispor sobre o serviço funerário;
XV - administrar os cemitérios públicos
e fiscalizar os pertencentes a entidades
particulares;
XVI - autorizar a fixação de cartazes e
anúncios, bem como a utilização de
quaisquer outros meios de publicidade
e propaganda;
XVII - dispor sobre a guarda e destino
dos animais apreendidos, assim como
sua vacinação, com a finalidade de
erradicar moléstias;
XVIII - dar destinação às mercadorias
apreendidas em decorrência de
transgressão à legislação municipal;
XIX - constituir Guarda Municipal
destinada à proteção de seus bens,
serviços e instalações;
XX - estabelecer e impor penalidades
por infração de suas leis e
regulamentos;
XXI - fazer cessar, no exercício do
poder de polícia administrativa, as
atividades que violarem as normas de
saúde, sossego, higiene, segurança,
funcionalidade, estética, moralidade e
outras de interesse da coletividade;
XXII - fiscalizar as condições de
segurança dos estabelecimentos
comerciais do Município, especialmente
aqueles que utilizam gás liquefeito de
petróleo ou outros produtos
inflamáveis.
Parágrafo Único - O Município poderá,
no que couber, suplementar a
legislação federal e estadual.
Artigo 4º - O Município tem como
competência concorrente, com a União
e o Estado, entre outras, as seguintes
atribuições:
I - zelar pela guarda da Constituição,
das leis e das instituições democráticas
e conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e da assistência
pública, da proteção e garantia das
pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras
e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as
paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição, e a
descaracterização de obras de arte e de
outros bens de valor histórico, artístico
e cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à
Cultura, à Educação e à Ciência;
VI - proteger o meio ambiente e
combater a poluição em qualquer de
suas formas;
VII - incrementar o plantio de árvores e
preservar as praças e jardins públicos;
VIII - organizar o abastecimento
alimentar e proporcionar meios
econômicos de distribuição dos
gêneros alimentícios;
IX - promover programas de
construção de moradias e a melhoria
das condições habitacionais e de
saneamento básico;
X - combater as causas de pobreza e os
fatores de marginalização, promovendo
a integração social dos setores
desfavoráveis;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar,
em seu território, as concessões de
direitos de pesquisa e exploração de
recursos hídricos e minerais;
XII - estabelecer e implantar política de
educação para a segurança do trânsito;
XIII - dispensar às microempresas e às
empresas de pequeno porte
tratamento jurídico diferenciado;
XIV - promover e incentivar o turismo,
como fator de desenvolvimento social e
econômico.
topo
Título II - Da Organização
Municipal
Capítulo I - Do Poder Legislativo
Seção I - Da Câmara Municipal
Artigo 5° - O Poder Legislativo é
exercido pela Câmara Municipal,
composta de vereadores, eleitos nos
termos da Constituição Federal. (NR)
§ 1° - Cada legislatura terá a duração
de quatro anos.
§ 2° - A Câmara Municipal terá
dezenove vereadores, conforme
previsto na Constituição Federal. (NR)
§ 3° - Os Vereadores deverão residir na
cidade de São Caetano do Sul.
*Redação do“caput”do artigo 5º
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 17, de 24 de agosto de
2004.
*Redação do parágrafo 2º, do artigo 5º,
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 26, de 26 de junho de
2008 .
*Redação do parágrafo 2º, do artigo 5º,
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 30, de 10 de maio de
2011 .
Seção II - Das Atribuições da Câmara
Municipal
Artigo 6° - Cabe à Câmara Municipal,
com a sanção do Prefeito, dispor sobre
todas as matérias de competência do
Município e especialmente:
I - legislar sobre assuntos de interesse
local, inclusive suplementando, no que
necessário, a legislação federal e
estadual;
II - legislar sobre tributos municipais,
bem como autorizar isenções, anistias
fiscais e remissão de dívidas;
III - votar o orçamento anual e
plurianual de investimentos, a lei de
diretrizes orçamentárias, bem como
autorizar a abertura de créditos
suplementares e especiais;
IV - deliberar sobre obtenção e
concessão de empréstimos e operações
de créditos, bem como a forma e os
meios de pagamento, salvo com suas
entidades descentralizadas;
V - autorizar a concessão de auxílios,
subvenções e contribuições;
VI - autorizar a concessão de serviços
públicos;
VII - autorizar, quanto aos bens
municipais imóveis:
a) o seu uso, mediante concessão
administrativa ou de direito real;
b) a sua alienação;
VIII - autorizar a aquisição de bens
imóveis, por doação com encargos;
IX - dispor sobre a criação, organização
e supressão de distritos, mediante
prévia consulta plebiscitária, observada
a legislação estadual;
X - criar, transformar e extinguir cargos,
empregos e funções na administração
direta, autarquias e fundações públicas,
assim como fixar os respectivos
vencimentos;
XI - aprovar o Plano Diretor;
XII - autorizar consórcios com outros
Municípios e aprovar convênios ou
acordos de que resultem para o
Município encargos não previstos na lei
orçamentária;
XIII - dispor, a qualquer título, no todo
ou em parte, de ações ou capital que
tenha subscrito, adquirido, realizado ou
aumentado;
XIV - delimitar o perímetro urbano;
XV - autorizar a alteração da
denominação de próprios, vias e
logradouros públicos.
Artigo 7° - À Câmara Municipal
competem, privativamente, as
seguintes atribuições:
I - eleger sua Mesa, bem como
destituí-la, na forma regimental;
II - elaborar seu Regimento Interno;
III - dispor sobre a organização de sua
Secretaria, bem como sobre
funcionamento, poder de polícia,
criação, transformação ou extinção dos
seus cargos e a fixação da respectiva
remuneração, observados os
parâmetros estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias;
IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-
Prefeito eleitos, conhecer de suas
renúncias e afastá-los definitivamente
do exercício dos cargos;
V - conceder licença ao Prefeito, ao
Vice-Prefeito e aos Vereadores para
afastamento do cargo;
VI - conceder licença ao Prefeito e ao
Vice-Prefeito para ausentar-se do
Município por mais de quinze dias;
VII - fixar, de uma para outra
legislatura, a remuneração dos
Vereadores, do Prefeito e do Vice-
Prefeito;
VIII - criar Comissões Parlamentares de
Inquérito sobre fato determinado que
se inclua na competência municipal, e
por prazo certo, sempre que o requerer
pelo menos um terço de seus
membros; (NR)
IX - tomar e julgar, anualmente, as
contas prestadas pela Mesa da Câmara
Municipal e pelo Prefeito, assim como
apreciar o relatório sobre a execução
dos Planos de Governo;
X - fiscalizar e controlar os atos do
Executivo, inclusive os da
Administração Indireta;
XI - convocar os Secretários Municipais
para prestar, pessoalmente, no prazo
de trinta dias, informações sobre
assuntos previamente determinados;
XII - declarar a perda do mandato do
Prefeito;
XIII - autorizar referendo e convocar
plebiscito;
XIV - zelar pela preservação de sua
competência legislativa, em face da
atribuição normativa do Executivo;
XV - solicitar ao Prefeito, na forma do
Regimento Interno, informações sobre
atos de sua competência privativa;
XVI - julgar, com escrutínio público, o
Prefeito, o Vice-Prefeito e os
Vereadores; (NR)
XVII - conceder título de cidadão
honorário a pessoas que
reconhecidamente tenham prestado
serviços ao Município, desde que seja o
Decreto -
Bairro Santo
Antonio
Cep: 09521-300
PABX: (11)
4228-6000
Horário: das 8h às
18h
Lei Orgânica do Município
Titulos:
Preâmbulo
Nós, representantes do povo
sulsancaetanense, reunidos em sessão
municipal constituinte, nos termos da
Constituição Federal, com a finalidade
de instituir a lei maior do município,
destinada a assegurar a todo habitante
do município o direito à educação, à
saúde, ao trabalho, ao lazer, à
segurança, à previdência social, à
proteção à maternidade e à infância, à
assistência aos desamparados, à
habitação, ao transporte, ao meio
ambiente equilibrado e ao saneamento
básico, promovendo uma sociedade
fraterna e sem preconceitos, fundada
na harmonia social e comprometida, na
ordem interna, com a solução pacífica
das controvérsias, promulgamos, sob a
proteção de Deus, a LEI ORGÂNICA DO
MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO
SUL.
Título I - Das Disposições
Preliminares
Capítulo I - Do Município
Artigo 1° - O povo do Município de São
Caetano do Sul, por intermédio de seus
representantes na Câmara Municipal,
no exercício dos poderes conferidos
pela Constituição Federal, com o
propósito de assegurar o exercício dos
direitos sociais e individuais, a
liberdade, a segurança, o bem-estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a
justiça como valores supremos da
sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceito, fundada na harmonia
social, decreta e promulga sua Lei
Orgânica.
Artigo 2° - São símbolos do Município
de São Caetano do Sul, o Brasão de
Armas, a Bandeira do Município, o Hino
e o Caetaninho. (NR)
*Redação do artigo 2° alterada pela
Emenda à Lei Orgânica do Município n
° 11, de 25 de abril de 2000.
Capítulo II - Da Competência
Artigo 3° - O Município tem como
competência privativa legislar sobre
assuntos de interesse local, tendo como
objetivo o bem-estar de sua população
e o pleno desenvolvimento de suas
funções sociais, cabendo-lhe
privativamente, entre outras, as
seguintes atribuições:
I - elaborar o plano plurianual, as
diretrizes orçamentárias e os
orçamentos anuais, nos termos da
Seção II, Capítulo I, Título VI, da
Constituição Federal;
II - instituir e arrecadar os tributos de
sua competência e fixar, cobrar preços,
bem como aplicar suas rendas, sem
prejuízo da obrigatoriedade de prestar
contas e publicar balancetes nos prazos
fixados em lei;
III - criar, organizar e suprimir distritos,
observada a legislação estadual;
IV - organizar e prestar os serviços
públicos de forma centralizada ou
descentralizada, sendo neste caso:
a) por outorga, às suas autarquias ou
entidades paraestatais;
b) por delegação, a particulares,
mediante concessão, permissão ou
autorização, sempre por meio de
solicitação;
V - disciplinar a utilização dos
logradouros públicos e em especial os
destinados ao trânsito e tráfego,
provendo sobre:
a) o transporte coletivo urbano, seu
itinerário, os pontos de parada e as
tarifas;
b) os serviços de táxi, seus pontos de
estacionamento e sua tarifa;
c) a sinalização, os limites das "zonas de
silêncio", os serviços de carga e
descarga, a tonelagem permitida aos
veículos, assim como os locais de
estacionamento destes;
VI - dispor quanto aos bens:
a) de sua propriedade, no que se refere
à sua administração, utilização e
alienação;
b) de terceiros, relativamente à
aquisição, inclusive por meio de
desapropriação, à instituição de
servidão administrativa ou à ocupação
temporária;
VII - elaborar seu Plano Diretor;
VIII - manter, com cooperação técnica
e financeira da União e do Estado,
programas de educação pré-escolar e
de ensino fundamental;
IX- prestar, com a cooperação técnica e
financeira da União e do Estado,
serviços de atendimento à saúde da
população;
X - promover, no que couber,
adequado ordenamento territorial,
mediante planejamento e controle do
uso do parcelamento e da ocupação do
solo urbano;
XI - promover a proteção do
patrimônio histórico-cultural do
Município, observada a legislação e a
ação fiscalizadora federal e estadual;
XII - cuidar da limpeza das vias e
logradouros públicos e dar destinação
ao lixo e outros resíduos de qualquer
natureza;
XIII - conceder aos estabelecimentos
industriais e comerciais licença para sua
instalação e horário de funcionamento,
observadas as normas federais
pertinentes;
XIV - dispor sobre o serviço funerário;
XV - administrar os cemitérios públicos
e fiscalizar os pertencentes a entidades
particulares;
XVI - autorizar a fixação de cartazes e
anúncios, bem como a utilização de
quaisquer outros meios de publicidade
e propaganda;
XVII - dispor sobre a guarda e destino
dos animais apreendidos, assim como
sua vacinação, com a finalidade de
erradicar moléstias;
XVIII - dar destinação às mercadorias
apreendidas em decorrência de
transgressão à legislação municipal;
XIX - constituir Guarda Municipal
destinada à proteção de seus bens,
serviços e instalações;
XX - estabelecer e impor penalidades
por infração de suas leis e
regulamentos;
XXI - fazer cessar, no exercício do
poder de polícia administrativa, as
atividades que violarem as normas de
saúde, sossego, higiene, segurança,
funcionalidade, estética, moralidade e
outras de interesse da coletividade;
XXII - fiscalizar as condições de
segurança dos estabelecimentos
comerciais do Município, especialmente
aqueles que utilizam gás liquefeito de
petróleo ou outros produtos
inflamáveis.
Parágrafo Único - O Município poderá,
no que couber, suplementar a
legislação federal e estadual.
Artigo 4º - O Município tem como
competência concorrente, com a União
e o Estado, entre outras, as seguintes
atribuições:
I - zelar pela guarda da Constituição,
das leis e das instituições democráticas
e conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e da assistência
pública, da proteção e garantia das
pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras
e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as
paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição, e a
descaracterização de obras de arte e de
outros bens de valor histórico, artístico
e cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à
Cultura, à Educação e à Ciência;
VI - proteger o meio ambiente e
combater a poluição em qualquer de
suas formas;
VII - incrementar o plantio de árvores e
preservar as praças e jardins públicos;
VIII - organizar o abastecimento
alimentar e proporcionar meios
econômicos de distribuição dos
gêneros alimentícios;
IX - promover programas de
construção de moradias e a melhoria
das condições habitacionais e de
saneamento básico;
X - combater as causas de pobreza e os
fatores de marginalização, promovendo
a integração social dos setores
desfavoráveis;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar,
em seu território, as concessões de
direitos de pesquisa e exploração de
recursos hídricos e minerais;
XII - estabelecer e implantar política de
educação para a segurança do trânsito;
XIII - dispensar às microempresas e às
empresas de pequeno porte
tratamento jurídico diferenciado;
XIV - promover e incentivar o turismo,
como fator de desenvolvimento social e
econômico.
topo
Título II - Da Organização
Municipal
Capítulo I - Do Poder Legislativo
Seção I - Da Câmara Municipal
Artigo 5° - O Poder Legislativo é
exercido pela Câmara Municipal,
composta de vereadores, eleitos nos
termos da Constituição Federal. (NR)
§ 1° - Cada legislatura terá a duração
de quatro anos.
§ 2° - A Câmara Municipal terá
dezenove vereadores, conforme
previsto na Constituição Federal. (NR)
§ 3° - Os Vereadores deverão residir na
cidade de São Caetano do Sul.
*Redação do“caput”do artigo 5º
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 17, de 24 de agosto de
2004.
*Redação do parágrafo 2º, do artigo 5º,
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 26, de 26 de junho de
2008 .
*Redação do parágrafo 2º, do artigo 5º,
alterada pela Emenda à Lei Orgânica
do Município nº 30, de 10 de maio de
2011 .
Seção II - Das Atribuições da Câmara
Municipal
Artigo 6° - Cabe à Câmara Municipal,
com a sanção do Prefeito, dispor sobre
todas as matérias de competência do
Município e especialmente:
I - legislar sobre assuntos de interesse
local, inclusive suplementando, no que
necessário, a legislação federal e
estadual;
II - legislar sobre tributos municipais,
bem como autorizar isenções, anistias
fiscais e remissão de dívidas;
III - votar o orçamento anual e
plurianual de investimentos, a lei de
diretrizes orçamentárias, bem como
autorizar a abertura de créditos
suplementares e especiais;
IV - deliberar sobre obtenção e
concessão de empréstimos e operações
de créditos, bem como a forma e os
meios de pagamento, salvo com suas
entidades descentralizadas;
V - autorizar a concessão de auxílios,
subvenções e contribuições;
VI - autorizar a concessão de serviços
públicos;
VII - autorizar, quanto aos bens
municipais imóveis:
a) o seu uso, mediante concessão
administrativa ou de direito real;
b) a sua alienação;
VIII - autorizar a aquisição de bens
imóveis, por doação com encargos;
IX - dispor sobre a criação, organização
e supressão de distritos, mediante
prévia consulta plebiscitária, observada
a legislação estadual;
X - criar, transformar e extinguir cargos,
empregos e funções na administração
direta, autarquias e fundações públicas,
assim como fixar os respectivos
vencimentos;
XI - aprovar o Plano Diretor;
XII - autorizar consórcios com outros
Municípios e aprovar convênios ou
acordos de que resultem para o
Município encargos não previstos na lei
orçamentária;
XIII - dispor, a qualquer título, no todo
ou em parte, de ações ou capital que
tenha subscrito, adquirido, realizado ou
aumentado;
XIV - delimitar o perímetro urbano;
XV - autorizar a alteração da
denominação de próprios, vias e
logradouros públicos.
Artigo 7° - À Câmara Municipal
competem, privativamente, as
seguintes atribuições:
I - eleger sua Mesa, bem como
destituí-la, na forma regimental;
II - elaborar seu Regimento Interno;
III - dispor sobre a organização de sua
Secretaria, bem como sobre
funcionamento, poder de polícia,
criação, transformação ou extinção dos
seus cargos e a fixação da respectiva
remuneração, observados os
parâmetros estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias;
IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-
Prefeito eleitos, conhecer de suas
renúncias e afastá-los definitivamente
do exercício dos cargos;
V - conceder licença ao Prefeito, ao
Vice-Prefeito e aos Vereadores para
afastamento do cargo;
VI - conceder licença ao Prefeito e ao
Vice-Prefeito para ausentar-se do
Município por mais de quinze dias;
VII - fixar, de uma para outra
legislatura, a remuneração dos
Vereadores, do Prefeito e do Vice-
Prefeito;
VIII - criar Comissões Parlamentares de
Inquérito sobre fato determinado que
se inclua na competência municipal, e
por prazo certo, sempre que o requerer
pelo menos um terço de seus
membros; (NR)
IX - tomar e julgar, anualmente, as
contas prestadas pela Mesa da Câmara
Municipal e pelo Prefeito, assim como
apreciar o relatório sobre a execução
dos Planos de Governo;
X - fiscalizar e controlar os atos do
Executivo, inclusive os da
Administração Indireta;
XI - convocar os Secretários Municipais
para prestar, pessoalmente, no prazo
de trinta dias, informações sobre
assuntos previamente determinados;
XII - declarar a perda do mandato do
Prefeito;
XIII - autorizar referendo e convocar
plebiscito;
XIV - zelar pela preservação de sua
competência legislativa, em face da
atribuição normativa do Executivo;
XV - solicitar ao Prefeito, na forma do
Regimento Interno, informações sobre
atos de sua competência privativa;
XVI - julgar, com escrutínio público, o
Prefeito, o Vice-Prefeito e os
Vereadores; (NR)
XVII - conceder título de cidadão
honorário a pessoas que
reconhecidamente tenham prestado
serviços ao Município, desde que seja o
Decreto

sábado, 1 de outubro de 2011

Aumento do baço

Aumento de Tamanho do Baço
Ruptura do Baço
O baço produz, controla, armazena e
destrói células sangüíneas. Trata-se de
um órgão esponjoso, macio e de cor
púrpura, quase do tamanho de um
punho e localizado na região superior
esquerda da cavidade abdominal, logo
abaixo das costelas. O baço funciona
como dois órgãos. A polpa branca faz
parte do sistema de defesa (sistema
imune) e a polpa vermelha remove os
materiais inúteis do sangue (p.ex.,
eritrócitos defeituosos). Certos
leucócitos (linfócitos) produzem
anticorpos protetores e têm um papel
importante no combate às infecções.
Os linfócitos são produzidos e
amadurecem na polpa branca. A polpa
vermelha contém outros leucócitos
(fagócitos) que ingerem o material
indesejado (p.ex., bactérias ou células
defeituosas) do sangue circulante.
A polpa vermelha controla os
eritrócitos, determina quais são
anormais ou velhos demais ou lesados
e não funcionam adequadamente, e os
destrói. Conseqüentemente, a polpa
vermelha é algumas vezes denominada
cemitério de eritrócitos. A polpa
vermelha também serve como depósito
de elementos do sangue,
especialmente de leucócitos e
plaquetas (partículas semelhantes a
células e que estão envolvidas no
processo de coagulação). Em muitos
animais, a polpa vermelha libera esses
elementos do sangue na circulação
sangüínea quando o organismo
necessita deles, mas, nos seres
humanos, essa liberação não
representa uma função importante do
baço. Quando é realizada uma
esplenectomia (remoção cirúrgica do
baço), o corpo perde parte da sua
capacidade de produzir anticorpos
protetores e de remover bactérias
indesejáveis do sangue.
Conseqüentemente, a capacidade do
corpo de combater as infecções é
reduzida. Após um breve período,
outros órgãos (principalmente o fígado)
aumentam suacapacidade de combate
às infecções para compensar essa
perda e, por essa razão, o risco de
infecção não dura toda a vida.
topo
Aumento de Tamanho do Baço
Quando o baço aumenta de tamanho
(esplenomegalia), a sua capacidade de
reter e armazenar células sangüíneas
aumenta. A esplenomegalia pode
reduzir o número de eritrócitos, de
leucócitos e de plaquetas circulantes.
Muitas doenças podem causar
esplenomegalia. Para definir a sua
causa, o médico deve aventar a
possibilidade de distúrbios que vão
desde cânceres do sangue até
infecções crônicas. Quando o baço
aumentado de tamanho retém um
grande número de células sangüíneas
anormais, estas produzem obstruções
no seu interior e interferem no seu
funcionamento. Este processo pode dar
início a um ciclo vicioso: quanto mais
células o baço retém, maior ele fica;
quanto maior ele fica, mais células ele
retém. Quando o baço remove da
circulação uma quantidade excessiva
de células sangüíneas
(hiperesplenismo), podem ocorrer
vários problemas como, por exemplo,
anemia (uma quantidade
excessivamente pequena de eritrócitos),
infecçõesfreqüentes (decorrentes do
número excessivamente pequeno de
leucócitos) e distúrbios hemorrágicos
(devidos a uma quantidade muito
pequena de plaquetas). Com o passar
do tempo, o baço muito aumentado de
tamanho também retém células
sangüíneas normais e as destrói
juntamente com as células anormais.
Sintomas
Um baço aumentado não causa muitos
sintomas e nenhum deles revela a
causa específica do seu aumento.
Como o baço aumentado de tamanho
está localizado próximo ao estômago e
pode comprimi-lo, o indivíduo pode ter
uma sensação de plenitude após
consumir um pequeno lanche ou
mesmo sem alimentar-se. Ele também
pode sentir dor abdominal ou nas
costas (no nível do baço). A dor pode
irradiar para o ombro esquerdo,
especialmente quando porções mais
altas do baço não recebem uma
quantidade suficiente de sangue e
começam a morrer.
Diagnóstico
Geralmente, o médico consegue palpar
um baço aumentado de tamanho
durante o exame físico. A radiografia
do abdômen também pode revelar um
baço aumentado de tamanho. Algumas
vezes, é necessária a realização de uma
tomografia computadorizada (TC) para
se determinar o grau de crescimento
do baço e se ele está comprimindo
outros órgãos. A ressonância
magnética (RM) fornece informações
similares e também determina o fluxo
sangüíneo através do baço. Outros
aparelhos de escaneamento
especializado usam partículas
levemente radioativas para avaliar o
tamanho e a função do baço e para
determinar se esse órgão está
acumulando ou destruindo grandes
quantidades de células do sangue. Os
exames de sangue revelam uma queda
do número de eritrócitos, de leucócitos
e de plaquetas.
Ao exame microscópico, a forma e o
tamanho das células sangüíneas
podem fornecer indícios sobre a causa
do aumento de tamanho do baço. Um
exame da medula óssea pode detectar
a presença de um câncer de células
sangüíneas (p.ex., leucemia ou linfoma)
ou um acúmulo de substâncias
indesejadas (como nas doenças de
depósito). Esses distúrbios podem
acarretar aumento de tamanho do
baço. A determinação da concentração
das proteínas séricas pode ajudar a
descartar distúrbios como o mieloma
múltiplo, a amiloidose, a malária, o
calazar, a brucelose, a tuberculose e a
sarcoidose. As concentrações de ácido
úrico (um produto metabólico
encontrado no sangue e na urina) e de
fosfatase alcalina dos leucócitos (uma
enzima encontrada em algumas células
sangüíneas) são mensuradas para se
determinar a existência de uma lesão
hepática concomitante com a do baço.
Tratamento
Quando possível, o médico trata a
doença subjacente causadora da
esplenomegalia. A esplenectomia
(remoção cirúrgica do baço) raramente
é necessária e pode causar problemas,
incluindo a suscetibilidade a infecções
graves. No entanto, vale a pena correr
esses riscos em determinadas situações
críticas: quando o baço destrói os
eritrócitos tão rapidamente que ocorre
o desenvolvimento de uma anemia
intensa; quando ele exaure de tal
maneira a reserva de leucócitos e de
plaquetas ao ponto de tornar possível a
ocorrênciade infecções e hemorragias;
quando ele torna-se tão volumoso a
ponto de causar dor ou comprimir
outros órgãos; ou quando ele torna-se
tão grande que partes do mesmo
sangram ou morrem. Como uma
alternativa à cirurgia, a radioterapia
algumas vezes pode ser utilizada para
reduzir o tamanho do baço.
topo
Ruptura do Baço
Como o baço está localizado na parte
superior esquerda do abdômen, um
golpe forte sobre o estômago pode
rompê-lo, lacerando a cápsula que o
recobre e o tecido interno. A ruptura
do baço é a complicação grave mais
freqüente de lesões abdominais
causadas por acidentes
automobilísticos, por acidentes
esportivos ou por agressões. Quando o
baço rompe, um grande volume de
sangue pode extravasar para o interior
da cavidade abdominal. A resistente
cápsula externa do baço pode conter o
sangramento temporariamente, mas é
necessária a realização imediata de
uma cirurgia para evitar uma
hemorragia potencialmente letal.
Causas de Aumento do Baço
Infecções
• Hepatite
• Mononucleose infecciosa
• Psitacose
• Endocardite bacteriana subaguda
• Brucelose
• Calazar
• Malária
• Sífilis
• Tuberculose
Anemias
• Eliptocitose hereditária
• Esferocitose hereditária
•Anemia das células falciformes
(principalmente em crianças)
• Talassemia
Cânceres do sangue e distúrbios
proliferativos
• Doença de Hodgkin e outros linfomas
• Leucemia
• Mielofibrose
• Policitemia vera
Doenças inflamatórias
• Amiloidose
• Síndrome de Felty
• Sarcoidose
• Lúpus eritematoso sistêmico
Doenças do fígado
• Cirrose hepática
Doenças de depósito
• Doença de Gaucher
• Doença de Hand-Schüller-Christian
• Doença de Letterer-Siwe
• Doença de Niemann-Pick
Outras causas
• Cistos no baço
•Pressão externa sobre as veias que
saem do baço ou das que se dirigem
ao fígado
• Coágulo sangüíneo numa veia que sai
do baço ou que se dirige ao fígado
Sintomas
A ruptura do baço produz dor
abdominal. O sangue que se acumula
na cavidade abdominal atua como um
irritante e causa dor. Os músculos
abdominais contraem de forma reflexa
e tornam-se tensos. Quando o sangue
extravasa gradualmente, os sintomas
somente se manifestam quando o
suprimento sangüíneo é tão escasso
que a pressão arterial cai ou o oxigênio
não pode ser transportado ao cérebro
e ao coração. Esta situação é uma
emergência que exige a administração
imediata de transfusões de sangue para
semanter uma circulação adequada e
a cirurgia para interromper o
sangramento. Sem essas ações, o
indivíduo pode entrar em choque e
morrer.
Diagnóstico e Tratamento
São realizadas radiografias do abdômen
parase determinar se os sintomas
podem ser causados por uma outra
causa que não uma ruptura do baço.
Podem ser realizadas cintilografias com
material radioativo para se analisar o
fluxo sangüíneo e detectar o
extravasamento ou a retirada de
líquido da cavidade abdominal com o
auxílio de uma agulha para se verificar
se o mesmo é sanguinolento. Quando
o médico suspeita fortemente de uma
ruptura do baço, o paciente é
rapidamente encaminhado para a
cirurgia para interromper a hemorragia
potencialmente letal. Comumente,
todo o baço é removido, mas, algumas
vezes, o cirurgião é capaz de suturar
uma pequena ruptura e salvar o órgão.
Antes e após a remoção do baço, são
necessárias determinadas precauções
para se evitar a ocorrência de infecções.
Porexemplo, antes de uma
esplenectomia, o indivíduo é vacinado
contra pneumococos e, após a
esplenectomia, é recomendável a
vacinação anual contra a gripe. Muitos
médicos também prescrevem uma
antibioticoterapia profilática. do Baço
O baço produz, controla, armazena e
destrói células sangüíneas. Trata-se de
um órgão esponjoso, macio e de cor
púrpura, quase do tamanho de um
punho e localizado na região superior
esquerda da cavidade abdominal, logo
abaixo das costelas. O baço funciona
como dois órgãos. A polpa branca faz
parte do sistema de defesa (sistema
imune) e a polpa vermelha remove os
materiais inúteis do sangue (p.ex.,
eritrócitos defeituosos). Certos
leucócitos (linfócitos) produzem
anticorpos protetores e têm um papel
importante no combate às infecções.
Os linfócitos são produzidos e
amadurecem na polpa branca. A polpa
vermelha contém outros leucócitos
(fagócitos) que ingerem o material
indesejado (p.ex., bactérias ou células
defeituosas) do sangue circulante.
A polpa vermelha controla os
eritrócitos, determina quais são
anormais ou velhos demais ou lesados
e não funcionam adequadamente, e os
destrói. Conseqüentemente, a polpa
vermelha é algumas vezes denominada
cemitério de eritrócitos. A polpa
vermelha também serve como depósito
de elementos do sangue,
especialmente de leucócitos e
plaquetas (partículas semelhantes a
células e que estão envolvidas no
processo de coagulação). Em muitos
animais, a polpa vermelha libera esses
elementos do sangue na circulação
sangüínea quando o organismo
necessita deles, mas, nos seres
humanos, essa liberação não
representa uma função importante do
baço. Quando é realizada uma
esplenectomia (remoção cirúrgica do
baço), o corpo perde parte da sua
capacidade de produzir anticorpos
protetores e de remover bactérias
indesejáveis do sangue.
Conseqüentemente, a capacidade do
corpo de combater as infecções é
reduzida. Após um breve período,
outros órgãos (principalmente o fígado)
aumentam suacapacidade de combate
às infecções para compensar essa
perda e, por essa razão, o risco de
infecção não dura toda a vida.
topo
Aumento de Tamanho do Baço
Quando o baço aumenta de tamanho
(esplenomegalia), a sua capacidade de
reter e armazenar células sangüíneas
aumenta. A esplenomegalia pode
reduzir o número de eritrócitos, de
leucócitos e de plaquetas circulantes.
Muitas doenças podem causar
esplenomegalia. Para definir a sua
causa, o médico deve aventar a
possibilidade de distúrbios que vão
desde cânceres do sangue até
infecções crônicas. Quando o baço
aumentado de tamanho retém um
grande número de células sangüíneas
anormais, estas produzem obstruções
no seu interior e interferem no seu
funcionamento. Este processo pode dar
início a um ciclo vicioso: quanto mais
células o baço retém, maior ele fica;
quanto maior ele fica, mais células ele
retém. Quando o baço remove da
circulação uma quantidade excessiva
de células sangüíneas
(hiperesplenismo), podem ocorrer
vários problemas como, por exemplo,
anemia (uma quantidade
excessivamente pequena de eritrócitos),
infecçõesfreqüentes (decorrentes do
número excessivamente pequeno de
leucócitos) e distúrbios hemorrágicos
(devidos a uma quantidade muito
pequena de plaquetas). Com o passar
do tempo, o baço muito aumentado de
tamanho também retém células
sangüíneas normais e as destrói
juntamente com as células anormais.
Sintomas
Um baço aumentado não causa muitos
sintomas e nenhum deles revela a
causa específica do seu aumento.
Como o baço aumentado de tamanho
está localizado próximo ao estômago e
pode comprimi-lo, o indivíduo pode ter
uma sensação de plenitude após
consumir um pequeno lanche ou
mesmo sem alimentar-se. Ele também
pode sentir dor abdominal ou nas
costas (no nível do baço). A dor pode
irradiar para o ombro esquerdo,
especialmente quando porções mais
altas do baço não recebem uma
quantidade suficiente de sangue e
começam a morrer.
Diagnóstico
Geralmente, o médico consegue palpar
um baço aumentado de tamanho
durante o exame físico. A radiografia
do abdômen também pode revelar um
baço aumentado de tamanho. Algumas
vezes, é necessária a realização de uma
tomografia computadorizada (TC) para
se determinar o grau de crescimento
do baço e se ele está comprimindo
outros órgãos. A ressonância
magnética (RM) fornece informações
similares e também determina o fluxo
sangüíneo através do baço. Outros
aparelhos de escaneamento
especializado usam partículas
levemente radioativas para avaliar o
tamanho e a função do baço e para
determinar se esse órgão está
acumulando ou destruindo grandes
quantidades de células do sangue. Os
exames de sangue revelam uma queda
do número de eritrócitos, de leucócitos
e de plaquetas.
Ao exame microscópico, a forma e o
tamanho das células sangüíneas
podem fornecer indícios sobre a causa
do aumento de tamanho do baço. Um
exame da medula óssea pode detectar
a presença de um câncer de células
sangüíneas (p.ex., leucemia ou linfoma)
ou um acúmulo de substâncias
indesejadas (como nas doenças de
depósito). Esses distúrbios podem
acarretar aumento de tamanho do
baço. A determinação da concentração
das proteínas séricas pode ajudar a
descartar distúrbios como o mieloma
múltiplo, a amiloidose, a malária, o
calazar, a brucelose, a tuberculose e a
sarcoidose. As concentrações de ácido
úrico (um produto metabólico
encontrado no sangue e na urina) e de
fosfatase alcalina dos leucócitos (uma
enzima encontrada em algumas células
sangüíneas) são mensuradas para se
determinar a existência de uma lesão
hepática concomitante com a do baço.
Tratamento
Quando possível, o médico trata a
doença subjacente causadora da
esplenomegalia. A esplenectomia
(remoção cirúrgica do baço) raramente
é necessária e pode causar problemas,
incluindo a suscetibilidade a infecções
graves. No entanto, vale a pena correr
esses riscos em determinadas situações
críticas: quando o baço destrói os
eritrócitos tão rapidamente que ocorre
o desenvolvimento de uma anemia
intensa; quando ele exaure de tal
maneira a reserva de leucócitos e de
plaquetas ao ponto de tornar possível a
ocorrênciade infecções e hemorragias;
quando ele torna-se tão volumoso a
ponto de causar dor ou comprimir
outros órgãos; ou quando ele torna-se
tão grande que partes do mesmo
sangram ou morrem. Como uma
alternativa à cirurgia, a radioterapia
algumas vezes pode ser utilizada para
reduzir o tamanho do baço.
topo
Ruptura do Baço
Como o baço está localizado na parte
superior esquerda do abdômen, um
golpe forte sobre o estômago pode
rompê-lo, lacerando a cápsula que o
recobre e o tecido interno. A ruptura
do baço é a complicação grave mais
freqüente de lesões abdominais
causadas por acidentes
automobilísticos, por acidentes
esportivos ou por agressões. Quando o
baço rompe, um grande volume de
sangue pode extravasar para o interior
da cavidade abdominal. A resistente
cápsula externa do baço pode conter o
sangramento temporariamente, mas é
necessária a realização imediata de
uma cirurgia para evitar uma
hemorragia potencialmente letal.
Causas de Aumento do Baço
Infecções
• Hepatite
• Mononucleose infecciosa
• Psitacose
• Endocardite bacteriana subaguda
• Brucelose
• Calazar
• Malária
• Sífilis
• Tuberculose
Anemias
• Eliptocitose hereditária
• Esferocitose hereditária
•Anemia das células falciformes
(principalmente em crianças)
• Talassemia
Cânceres do sangue e distúrbios
proliferativos
• Doença de Hodgkin e outros linfomas
• Leucemia
• Mielofibrose
• Policitemia vera
Doenças inflamatórias
• Amiloidose
• Síndrome de Felty
• Sarcoidose
• Lúpus eritematoso sistêmico
Doenças do fígado
• Cirrose hepática
Doenças de depósito
• Doença de Gaucher
• Doença de Hand-Schüller-Christian
• Doença de Letterer-Siwe
• Doença de Niemann-Pick
Outras causas
• Cistos no baço
•Pressão externa sobre as veias que
saem do baço ou das que se dirigem
ao fígado
• Coágulo sangüíneo numa veia que sai
do baço ou que se dirige ao fígado
Sintomas
A ruptura do baço produz dor
abdominal. O sangue que se acumula
na cavidade abdominal atua como um
irritante e causa dor. Os músculos
abdominais contraem de forma reflexa
e tornam-se tensos. Quando o sangue
extravasa gradualmente, os sintomas
somente se manifestam quando o
suprimento sangüíneo é tão escasso
que a pressão arterial cai ou o oxigênio
não pode ser transportado ao cérebro
e ao coração. Esta situação é uma
emergência que exige a administração
imediata de transfusões de sangue para
semanter uma circulação adequada e
a cirurgia para interromper o
sangramento. Sem essas ações, o
indivíduo pode entrar em choque e
morrer.
Diagnóstico e Tratamento
São realizadas radiografias do abdômen
parase determinar se os sintomas
podem ser causados por uma outra
causa que não uma ruptura do baço.
Podem ser realizadas cintilografias com
material radioativo para se analisar o
fluxo sangüíneo e detectar o
extravasamento ou a retirada de
líquido da cavidade abdominal com o
auxílio de uma agulha para se verificar
se o mesmo é sanguinolento. Quando
o médico suspeita fortemente de uma
ruptura do baço, o paciente é
rapidamente encaminhado para a
cirurgia para interromper a hemorragia
potencialmente letal. Comumente,
todo o baço é removido, mas, algumas
vezes, o cirurgião é capaz de suturar
uma pequena ruptura e salvar o órgão.
Antes e após a remoção do baço, são
necessárias determinadas precauções
para se evitar a ocorrência de infecções.
Porexemplo, antes de uma
esplenectomia, o indivíduo é vacinado
contra pneumococos e, após a
esplenectomia, é recomendável a
vacinação anual contra a gripe. Muitos
médicos também prescrevem uma
antibioticoterapia profilática.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

TEXTOS PARA ESTUDO JUSSARA HOFFMANN.

AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGEM
Cristina Antonini Arruda
Falar sobre avaliação é
uma tarefa difícil. Difícil por
ser um assunto que gera
controvérsias entre alunos,
professores, diretores,
especialistas e outros
elementos, ligados direta ou
indiretamente ao processo
ensino-aprendizagem; as
posições geralmente são
radicais: alguns defendem a
avaliação como se ela
significasse a resolução de
todos os problemas
educacionais; outros a
atacam , desconsiderando
seu importante papel de
informação e orientação para
a melhoria do ensino. Difícil,
também, em virtude da
extensa gama de variáveis
que a avaliação abrange,
desde as que se referem a
aspectos socioeconômicos e,
sobretudo, políticos, até as
que se relacionam a aspectos
metodológicos mais
específicos, ligados à
definição de critérios,
elaboração de instrumentos,
formas de análise e
interpretação de resultados.
Comoatribuir notas aos
alunos? Como fazer para que
estas notas representem o
desempenho real do aluno?
Nãoé de estranhar que a
primeira pergunta sobre
avaliação da aprendizagem
seja relativa à atribuição de
notas. Ainda hoje avaliar é
confundido com medir, talvez
pela própria origem histórica
da avaliação.
Aênfase à atribuição de
notas (medida) na avaliação
tem provocado alguns
desvios significativos, dentre
os quais o de lhe dar um
caráter meramente comercial,
contabilístico,
desconsiderandoseu aspecto
educacional de orientação do
aluno. As notas são
comumente usadas para
fundamentar necessidades de
classificação de alunos,
dentro de um continuum de
posições, onde a maior
ênfase é dada à comparação
de desempenhos e não aos
objetivos instrucionais que se
deseja atingir. O aluno é
classificado como inferior,
médio ou superior quanto ao
seu desempenho e muitas
vezes fica preso a esse
estigma, não conseguindo
revelar seu potencial.
Aslimitações da
utilização de tal método têm
sido descritas e abordadas
por inúmeros autores. A
principal crítica a este
modelo de avaliação,
abordada de maneira
unânime pelos estudiosos
consultados, reside na visão
ou na percepção (distorcida),
por parte dos avaliadores, e
não menos freqüentemente
pelos próprios avaliados, da
avaliação como uma
atividade isolada,
desvinculada e dissociada do
processo de ensino-
aprendizado. A aplicação de
métodos de avaliação neste
contexto, no qual a avaliação
não está integrada ao
processo dinâmico de ensino-
aprendizadotraz uma série
de malefícios à construção do
conhecimentopor parte do
aluno e do próprio professor.
A impossibilidade ou o
impedimento da retomada e
rediscussão de determinados
conteúdos, uma vez
detectadas dificuldades ou
divergências, é apenas uma
dentre muitas críticas a este
modelo de avaliação, que em
um número não desprezível
de casos, traduz de forma
clara o não compromisso do
professor com o verdadeiro
aprender do seu aluno.
Namaioria destas
avaliações tradicionais, o
instrumento utilizado avalia
apenas uma diminuta fração
do conhecimento,
geralmente àquela já
previamente constituída,
exigindo do aluno apenas a
capacidade de memorização
mecânica para que, quando
solicitado, possa "retransmiti-
la". O aluno passa a ser um
mero retransmissor, sem que
haja espaço para o
desenvolvimento e exposição
dos meios pelos quais o
conhecimento pode ser
construído e adquirido. Passa
a ser mais valorizado àquilo
que o aluno lembra do que
lhe foi transmitido do que
àquilo que ele pode fazer
com o que aprendeu.
Alémde ser um método
que supervaloriza o
conhecimento já constituído
em detrimento às formas
pelas quais novos
conhecimentos podem ser
gerados, a avaliação
tradicional inverte o
verdadeiro sentido de se
estar em uma sala de aula.
Para o aluno, com a
condescendência de alguns
professores, uma boa nota
final, um elevado conceito,
passa a ser o objetivo
principal, deixando em
segundo plano àquilo que
deveria ser prioridade: a
construção do conhecimento.
Em uma sociedade
capitalista, hierarquicamente
constituída, caracterizada por
discriminações, seleções e
exclusões, uma boa nota é
vista como uma necessidade
para que o aluno possa
permanecer no "grupo de
elite".
Além disso um caráter
puramente comercial
algumas vezes permeia a
relação de pais e filhos: se as
notas dos filhos são
excelentes, os pais oferecem
presentes que podem aliciar
comportamentos, fazendo
com que o aluno, em vez de
estudar para aprender,
estude para sair-se bem na
prova.Neste contexto, uma
boa nota passa a ser o núcleo
de interessedo estudo, e não
mais o desejo de construir e
adquirir conhecimento, uma
vez que a não obtenção de
uma boa nota exercerá um
papel punitivo e repressivo.
Sabe-se, no entanto, que ser
submetido a um processo de
aprendizagem por receio à
punição produz resultados
insatisfatórios e indesejáveis.
Aavaliação não tem
como objetivo classificar ou
selecionar. Fundamenta-se
nos processos de
aprendizagem, em seus
aspectos cognitivos, afetivos
e relacionais; fundamenta-se
em aprendizagens
significativas e funcionais que
se aplicam em diversos
contextos e se atualizam o
quanto for preciso para que
se continue a aprender.
Esteenfoque tem um
princípio fundamental: deve-
se avaliar o que se ensina,
realizando-se a avaliação no
mesmo processo de ensino-
aprendizagem. Somente
neste contexto é possível
falar em avaliação inicial
(avaliar para conhecer melhor
o aluno e ensinar melhor) e
avaliação final (avaliar ao
finalizar um determinado
processo didático).Se a
avaliação contribuir para o
desenvolvimento das
capacidades dos alunos,
pode-se dizer que ela se
converte em uma ferramenta
pedagógica, em um
elemento que melhora a
aprendizagem do aluno e a
qualidade do ensino. Este é,
portanto, o sentido definitivo
de um processo de avaliação
formativa.
Qualdeveria ser então o
sentido e a finalidade da
avaliação?
Conhecer melhor o aluno:
suas competências
curriculares, seu estilo de
aprendizagem, seus
interesses, suas técnicas de
trabalho. A isso poderíamos
chamar de avaliação inicial.
Constatar o que está sendo
aprendido: o professor vai
recolhendo informações, de
forma contínua e com
diversos procedimentos
metodológicos e julgando o
grau de aprendizagem, ora
em relação ao todo (grupo),
ora em relação a um
determinado aluno em
particular.
Adequar o processo de
ensino aos alunos como
grupo e àqueles que
apresentam dificuldades,
tendo em vista os objetivos
propostos.
Julgar globalmente um
processo de ensino-
aprendizagem: ao término de
uma determinada unidade,
por exemplo, se faz uma
análise e reflexão sobre o
sucesso alcançado em função
dos objetivos previstos e
revê-los de acordo com os
resultados apresentados.
Aavaliação não começa
nem termina na sala de aula.
A avaliação do processo
pedagógico envolve o
Planejamento e o
Desenvolvimento do processo
deensino. Neste contexto é
necessário que a avaliação
cubra desde o Projeto
Curricular e a Programação,
do ensino em sala de aula e
de seus resultados (a
aprendizagem produzida nos
alunos).
Tradicionalmente, o que
observamos é o processo de
avaliação reduzir-se ao
terceiro elemento: a
aprendizagem produzida nos
alunos. No contexto de um
processo de avaliação
formativa isto não tem
nenhum sentido. A
informação sobre os
resultados obtidos com os
alunos deve necessariamente
levar a um replanejamento
dos objetivos e conteúdos,
das atividades didáticas, dos
materiais utilizados e das
variáveis envolvidas em sala
de aula: relacionamento
professor-aluno,
relacionamentoentre alunos
e entre esses e o professor.
SegundoHoffmann,
avaliar nesse novo paradigma
é dinamizar oportunidades de
ação-reflexão, num
acompanhamento
permanentedo professor e
este deve propiciar ao aluno
em seu processo de
aprendizado, reflexões acerca
do mundo, formando seres
críticos e participativos na
construção de verdades
formuladas e reformuladas.
Concluindo-se,as
propostas curriculares atuais,
bem como a legislação
vigente, primam por
conceder uma grande
importância à avaliação,
reiterando que ela deve ser:
contínua, formativa e
personalizada, concebendo-a
como mais um elemento do
processo de ensino
aprendizagem, o qual nos
permite conhecer o resultado
de nossas ações didáticas e,
por conseguinte, melhorá-las.
Analisando-se as
propostas pedagógicas das
escolas, os planos escolares,
os regimentos escolares,
todos eles pertencentes ao
plano das ordenações legais,
pode-se afirmar que esse
conceito de processo de
avaliação encontra-se
presente na maioria deles.
Essasidéias, presentes no
papel e no discurso formal de
muitos docentes, precisam,
porém, concretizarem-se e
desenvolverem-se para
modificar as práticas
cotidianas (as quais
infelizmente divergem do
discurso e dos papéis) para
uma direção inovadora que
traga um aumento da
qualidade do ensino.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
1) Experiências em avaliação
mediadora na universidade a
partir do PAAP. Jussara M.L.
Hoffmann. Em: Pro Grad -
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul - Melhoria do
Ensino e Capacitação
Docente. Editora da
Universidade, pg 117-124,
1996.
2)Avaliação Mediadora: uma
prática em construção da
pré-escola à universidade.
Jussara Hoffmann. Em:
Mediação, 1998. 14 edição.
Porto Alegre.
3)Superação da lógica
classificatória e excludente da
avaliação. Celso
dosVasconcellos. Cadernos
Pedagógicos do Libertad - 5,
1998.
4)Conteúdo e forma da
avaliação. Em: Avaliação da
aprendizagem: práticas de
mudança. Celso dos S.
Vasconcellos. Cadernos
Pedagógicos do Libertad - 6.
Páginas 41-71, 1998.
5)Avaliando a Avaliação.
Revista de Educação AEC, no
60 Abril/Julho de 1986.
5)Uma experiência em
avaliação no curso de
Licenciatura em Matemática.
Jussara M.L. Hoffmann e Vera
Clotilde Carneiro. Em: Pro
Grad - Universidade Federal
do Rio Grande do Sul -
Melhoria do Ensino e
Capacitação Docente. Editora
da Universidade, páginas
125-128, 1996.
6) A notaprende, a sabedoria
liberta. Hamilton Werneck.
DP&A Editora, 2000.stina Antonini Arruda
Falar sobre avaliação é
uma tarefa difícil. Difícil por
ser um assunto que gera
controvérsias entre alunos,
professores, diretores,
especialistas e outros
elementos, ligados direta ou
indiretamente ao processo
ensino-aprendizagem; as
posições geralmente são
radicais: alguns defendem a
avaliação como se ela
significasse a resolução de
todos os problemas
educacionais; outros a
atacam , desconsiderando
seu importante papel de
informação e orientação para
a melhoria do ensino. Difícil,
também, em virtude da
extensa gama de variáveis
que a avaliação abrange,
desde as que se referem a
aspectos socioeconômicos e,
sobretudo, políticos, até as
que se relacionam a aspectos
metodológicos mais
específicos, ligados à
definição de critérios,
elaboração de instrumentos,
formas de análise e
interpretação de resultados.
Comoatribuir notas aos
alunos? Como fazer para que
estas notas representem o
desempenho real do aluno?
Nãoé de estranhar que a
primeira pergunta sobre
avaliação da aprendizagem
seja relativa à atribuição de
notas. Ainda hoje avaliar é
confundido com medir, talvez
pela própria origem histórica
da avaliação.
Aênfase à atribuição de
notas (medida) na avaliação
tem provocado alguns
desvios significativos, dentre
os quais o de lhe dar um
caráter meramente comercial,
contabilístico,
desconsiderandoseu aspecto
educacional de orientação do
aluno. As notas são
comumente usadas para
fundamentar necessidades de
classificação de alunos,
dentro de um continuum de
posições, onde a maior
ênfase é dada à comparação
de desempenhos e não aos
objetivos instrucionais que se
deseja atingir. O aluno é
classificado como inferior,
médio ou superior quanto ao
seu desempenho e muitas
vezes fica preso a esse
estigma, não conseguindo
revelar seu potencial.
Aslimitações da
utilização de tal método têm
sido descritas e abordadas
por inúmeros autores. A
principal crítica a este
modelo de avaliação,
abordada de maneira
unânime pelos estudiosos
consultados, reside na visão
ou na percepção (distorcida),
por parte dos avaliadores, e
não menos freqüentemente
pelos próprios avaliados, da
avaliação como uma
atividade isolada,
desvinculada e dissociada do
processo de ensino-
aprendizado. A aplicação de
métodos de avaliação neste
contexto, no qual a avaliação
não está integrada ao
processo dinâmico de ensino-
aprendizadotraz uma série
de malefícios à construção do
conhecimentopor parte do
aluno e do próprio professor.
A impossibilidade ou o
impedimento da retomada e
rediscussão de determinados
conteúdos, uma vez
detectadas dificuldades ou
divergências, é apenas uma
dentre muitas críticas a este
modelo de avaliação, que em
um número não desprezível
de casos, traduz de forma
clara o não compromisso do
professor com o verdadeiro
aprender do seu aluno.
Namaioria destas
avaliações tradicionais, o
instrumento utilizado avalia
apenas uma diminuta fração
do conhecimento,
geralmente àquela já
previamente constituída,
exigindo do aluno apenas a
capacidade de memorização
mecânica para que, quando
solicitado, possa "retransmiti-
la". O aluno passa a ser um
mero retransmissor, sem que
haja espaço para o
desenvolvimento e exposição
dos meios pelos quais o
conhecimento pode ser
construído e adquirido. Passa
a ser mais valorizado àquilo
que o aluno lembra do que
lhe foi transmitido do que
àquilo que ele pode fazer
com o que aprendeu.
Alémde ser um método
que supervaloriza o
conhecimento já constituído
em detrimento às formas
pelas quais novos
conhecimentos podem ser
gerados, a avaliação
tradicional inverte o
verdadeiro sentido de se
estar em uma sala de aula.
Para o aluno, com a
condescendência de alguns
professores, uma boa nota
final, um elevado conceito,
passa a ser o objetivo
principal, deixando em
segundo plano àquilo que
deveria ser prioridade: a
construção do conhecimento.
Em uma sociedade
capitalista, hierarquicamente
constituída, caracterizada por
discriminações, seleções e
exclusões, uma boa nota é
vista como uma necessidade
para que o aluno possa
permanecer no "grupo de
elite".
Além disso um caráter
puramente comercial
algumas vezes permeia a
relação de pais e filhos: se as
notas dos filhos são
excelentes, os pais oferecem
presentes que podem aliciar
comportamentos, fazendo
com que o aluno, em vez de
estudar para aprender,
estude para sair-se bem na
prova.Neste contexto, uma
boa nota passa a ser o núcleo
de interessedo estudo, e não
mais o desejo de construir e
adquirir conhecimento, uma
vez que a não obtenção de
uma boa nota exercerá um
papel punitivo e repressivo.
Sabe-se, no entanto, que ser
submetido a um processo de
aprendizagem por receio à
punição produz resultados
insatisfatórios e indesejáveis.
Aavaliação não tem
como objetivo classificar ou
selecionar. Fundamenta-se
nos processos de
aprendizagem, em seus
aspectos cognitivos, afetivos
e relacionais; fundamenta-se
em aprendizagens
significativas e funcionais que
se aplicam em diversos
contextos e se atualizam o
quanto for preciso para que
se continue a aprender.
Esteenfoque tem um
princípio fundamental: deve-
se avaliar o que se ensina,
realizando-se a avaliação no
mesmo processo de ensino-
aprendizagem. Somente
neste contexto é possível
falar em avaliação inicial
(avaliar para conhecer melhor
o aluno e ensinar melhor) e
avaliação final (avaliar ao
finalizar um determinado
processo didático).Se a
avaliação contribuir para o
desenvolvimento das
capacidades dos alunos,
pode-se dizer que ela se
converte em uma ferramenta
pedagógica, em um
elemento que melhora a
aprendizagem do aluno e a
qualidade do ensino. Este é,
portanto, o sentido definitivo
de um processo de avaliação
formativa.
Qualdeveria ser então o
sentido e a finalidade da
avaliação?
Conhecer melhor o aluno:
suas competências
curriculares, seu estilo de
aprendizagem, seus
interesses, suas técnicas de
trabalho. A isso poderíamos
chamar de avaliação inicial.
Constatar o que está sendo
aprendido: o professor vai
recolhendo informações, de
forma contínua e com
diversos procedimentos
metodológicos e julgando o
grau de aprendizagem, ora
em relação ao todo (grupo),
ora em relação a um
determinado aluno em
particular.
Adequar o processo de
ensino aos alunos como
grupo e àqueles que
apresentam dificuldades,
tendo em vista os objetivos
propostos.
Julgar globalmente um
processo de ensino-
aprendizagem: ao término de
uma determinada unidade,
por exemplo, se faz uma
análise e reflexão sobre o
sucesso alcançado em função
dos objetivos previstos e
revê-los de acordo com os
resultados apresentados.
Aavaliação não começa
nem termina na sala de aula.
A avaliação do processo
pedagógico envolve o
Planejamento e o
Desenvolvimento do processo
deensino. Neste contexto é
necessário que a avaliação
cubra desde o Projeto
Curricular e a Programação,
do ensino em sala de aula e
de seus resultados (a
aprendizagem produzida nos
alunos).
Tradicionalmente, o que
observamos é o processo de
avaliação reduzir-se ao
terceiro elemento: a
aprendizagem produzida nos
alunos. No contexto de um
processo de avaliação
formativa isto não tem
nenhum sentido. A
informação sobre os
resultados obtidos com os
alunos deve necessariamente
levar a um replanejamento
dos objetivos e conteúdos,
das atividades didáticas, dos
materiais utilizados e das
variáveis envolvidas em sala
de aula: relacionamento
professor-aluno,
relacionamentoentre alunos
e entre esses e o professor.
SegundoHoffmann,
avaliar nesse novo paradigma
é dinamizar oportunidades de
ação-reflexão, num
acompanhamento
permanentedo professor e
este deve propiciar ao aluno
em seu processo de
aprendizado, reflexões acerca
do mundo, formando seres
críticos e participativos na
construção de verdades
formuladas e reformuladas.
Concluindo-se,as
propostas curriculares atuais,
bem como a legislação
vigente, primam por
conceder uma grande
importância à avaliação,
reiterando que ela deve ser:
contínua, formativa e
personalizada, concebendo-a
como mais um elemento do
processo de ensino
aprendizagem, o qual nos
permite conhecer o resultado
de nossas ações didáticas e,
por conseguinte, melhorá-las.
Analisando-se as
propostas pedagógicas das
escolas, os planos escolares,
os regimentos escolares,
todos eles pertencentes ao
plano das ordenações legais,
pode-se afirmar que esse
conceito de processo de
avaliação encontra-se
presente na maioria deles.
Essasidéias, presentes no
papel e no discurso formal de
muitos docentes, precisam,
porém, concretizarem-se e
desenvolverem-se para
modificar as práticas
cotidianas (as quais
infelizmente divergem do
discurso e dos papéis) para
uma direção inovadora que
traga um aumento da
qualidade do ensino.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
1) Experiências em avaliação
mediadora na universidade a
partir do PAAP. Jussara M.L.
Hoffmann. Em: Pro Grad -
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul - Melhoria do
Ensino e Capacitação
Docente. Editora da
Universidade, pg 117-124,
1996.
2)Avaliação Mediadora: uma
prática em construção da
pré-escola à universidade.
Jussara Hoffmann. Em:
Mediação, 1998. 14 edição.
Porto Alegre.
3)Superação da lógica
classificatória e excludente da
avaliação. Celso
dosVasconcellos. Cadernos
Pedagógicos do Libertad - 5,
1998.
4)Conteúdo e forma da
avaliação. Em: Avaliação da
aprendizagem: práticas de
mudança. Celso dos S.
Vasconcellos. Cadernos
Pedagógicos do Libertad - 6.
Páginas 41-71, 1998.
5)Avaliando a Avaliação.
Revista de Educação AEC, no
60 Abril/Julho de 1986.
5)Uma experiência em
avaliação no curso de
Licenciatura em Matemática.
Jussara M.L. Hoffmann e Vera
Clotilde Carneiro. Em: Pro
Grad - Universidade Federal
do Rio Grande do Sul -
Melhoria do Ensino e
Capacitação Docente. Editora
da Universidade, páginas
125-128, 1996.
6) A notaprende, a sabedoria
liberta. Hamilton Werneck.
DP&A Editora, 2000.

PARA QUE SERVE A ARNICA?

Nome científico da Arnica: Arnica
montana L.
Família da Arnica montana:
Asteraceae.
Outros nomes populares da
Arnica montana: arnica-das-
montanhas, arnica-verdadeira,
panacéia-das-quedas, quina-dos-
pobres, tabaco-de-montanha,
tabaco-dos-saboianos; arnica-
verdadeira; echte arnika (alemão),
arnica (espanhol, francês, inglês e
italiano), arnicae (latim).
Constituintes químicos da Arnica
montana: ácido cinâmico, ácido
fórmico, ácido fumárico, ácido
isobutírico, ácido isovalérico,
ácido tânico, alcalóide, arnicina,
arnifolinas, astragadol, cadineno,
carotenóides, ceras,
chammisonólidos, colina,
cumarinas, escopoletina, esteróis,
faradiol, flavonóides
(isoquercetina, luteolina,
astragalina), fitosterina,
glicosídeos, helenalinas,
heterósido flavônico, humuleno,
inulina, mirceno, óleo essencial
(0,23 a 0,35%), óxido cariofilênico,
resinas, taninos, timol, triterpenos
(arnidol, pradiol e arnisterina),
umbelliferona, xantofila.
Propriedades medicinais da
Arnica montana: analgésica,
anticongestiva, antiinflamatória,
antimicrobiana, anti-seborréica,
anti-séptica, cardiotônica,
estimulante, estimulante do
crescimento capilar, hipotensora,
tônica, vulnerária.
Indicações da Arnica montana:
apoplexia, asma, arteriosclerose,
cabelos (queda, caspa, dermatite
seborréica, oleosidade), catarro,
contusões, coqueluche, distensão
muscular, dores (musculares,
articulares, reumáticas, de
entorse, de contusões), entorse,
espasmo, ferimento, febre,
furunculose, golpes, gota, edema,
hematoma, inflamação,
inflamações na boca, inchaço,
nevralgia, hemorragia,
machucaduras, músculos
doloridos, nevralgias, pressão alta,
problemas ligados ao joelho,
reumatismo, sistema circulatório
(estimulante), traumatismo, úlcera
do estômago.
Parte utilizada da Arnica
montana: flores, folhas, rizoma.
Contra-indicações/cuidados com
a Arnica montana: uso interno e
externo na gestação, lactação e
indivíduos sensíveis à planta.
Nunca usar internamente se há
distúrbios gastrintestinais, tais
como úlcera duodenal, gastrite,
refluxo esofágico, colite,
diverticulite... A arnica montana
não deve ser usada internamente,
para qualquer finalidade, sem
supervisão médica.
Gel de Arnica montana, para
arteriosclerose, contusões,
distensão muscular, articulações,
reumatismo, entorse, edema,
hematoma, inchaço, músculos
doloridos.

COMO LIDAR COM PESSOAS IDOSAS?

Com muita paciência e respeito
sabendo e lembrando que um dia
eles foram jovens também e que
ajudaram de alguma forma para
o crescimento do nosso País, e se
formos ver a Bíblia direitinho
encontraremos lá que é da
vontade de Deus que cuidemos
de nossos Anciãos.
Fonte(s):
Ensinamentos Bíblicos.

EJA :EDUCAÇÀO DE JOVENS E ADULTOS(SÀO JOSÉ DOS CAMPOS S.P)

O programa é uma oportunidade de
voltar à sala de aula para aqueles que,
por alguma circunstância, tiveram de
deixar a escola mais cedo

Mais Informações
Telefone
(12) 3901-2149
Fale com a Prefeitura
Ligue 156 gratuitamente
Endereço
Rua Felício Savastano,
240
Vila Industrial
Cep: 12.220-270
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é
uma modalidade de ensino gratuita e
voltada para pessoas que não
concluíram o ensino fundamental.
O curso é semestral, com carga horária
máxima de dois anos e cem dias de
efetivo trabalho escolar para a EJA 1
(correspondente aos cinco primeiros
anos de escolaridade do ensino
fundamental) e de dois anos para a EJA
2 (quatro últimos anos de escolaridade
do ensino fundamental).
As matrículas são efetivadas após o
período de inscrição de ser respeitada a
ordemde chegada e a idade mínima
de 15 (quinze) anos completos.
Escolas
Escola Municipal Ana Berling Macedo
(EJA 1 e 2)
EscolaMunicipal Antônio Palma
Sobrinho (EJA 1 e 2
EscolaMunicipal Áurea Cantinho
Rodrigues (EJA 1 e 2)I
EscolaMunicipal Dom Pedro de
Alcântara (EJA 1 e 2)
EscolaMunicipal Maria Amélia
Wakamatsu (EJA 1)
EscolaMunicipal Mercedes Carnevalli
Klein (EJA 1 e 2)
EscolaMunicipal Palmyra Sant'Anna
(EJA 1 e 2)
EscolaMunicipal Possidônio José de
Freitas (EJA 1 e 2)
Escola Municipal Rosa Tomita (EJA 1)
EscolaMunicipal Ruth Nunes da
Trindade (EJA 1)