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sábado, 4 de fevereiro de 2012

SAÚDE: O QUE É LABIRINTITE?

Labirintite é um termo com
significado popular que,
geralmente, se refere aos
distúrbios relacionados ao
equilíbrio e à audição. Sendo
assim, popularmente e em
sentido amplo, Labirintite pode
significar tontura, vertigem,
zumbido, desequilíbrio e varias
outras formas de mal estar.
Na verdade, o termo correto a
ser usado seria Labirintopatia,
que significa "doença do
labirinto". Milhões de pessoas
sofrem de Zumbido e grande
parte da população experimenta
Zumbido alguma vez na vida.
O Zumbido é a percepção de um
som mesmo não havendo
nenhum ruído presente. Apesar
da sua ocorrência ser comum, a
maioria das pessoas não o
conhece pelo nome e o efeito
que causa é muito variável, para
alguns é apenas um incômodo,
para outros é um estado
estressante.
LABIRINTITE
O ouvido humano possui dois
componentes distintos: a cóclea,
em formato de caracol,
responsável pela nossa audição
e o vestíbulo, responsável pelo
nosso equilíbrio. Juntos, cóclea e
vestíbulo, formam o labirinto. O
comprometimento de algum
desses componentes vai
provocar sintomas
popularmente conhecidos como
labirintite.
Labirinto2 A tontura é sentida
porque o cérebro recebe
informações erradas a respeito
da posição no espaço,
informações geradas pelo
labirinto doente. Essa sensação
de tontura pode dar a falsa idéia
de que a pessoa está rodando
(vertigem), caindo
(desequilíbrio), sendo
empurrados (desvio de marcha),
flutuando (falta de firmeza nos
passos) ou ouvindo ruídos,
assobios, chiados, etc.(Zumbido).
A maioria das pessoas que se
queixa de tontura pode ter um
distúrbio do sistema vestibular
(parte do labirinto responsável
pelo equilíbrio). Quando a
tontura é de tipo rotatório,
quando ocorre mais em certas
posições ou piora quando a
pessoa muda a posição da
cabeça, a probabilidade de uma
alteração no sistema vestibular é
maior ainda. Para esclarecer
clinicamente se há ou não
defeito do sistema vestibular é
necessária uma avaliação
otoneurológica.
Causas
São várias as causas das doenças
labirínticas. Algumas vezes as
vertigens pode ser o primeiro
sinal de alguma doença ou
estado orgânico importante.
Como o ouvido consume grande
quantidade de energia (açúcar e
oxigênio), qualquer mínima falta
dela já pode ser percebido como
tontura. O exemplo desse tipo
de tontura é quando a pessoa
fica muito tempo sem comer,
quando apresenta hipoglicemia.
Entre os vários fatores que
podem desencadear os sintomas
da labirintite podemos citar:
- Nas alterações bruscas da
pressão atmosférica, como no
mergulho, nos aviões, nas
subidas das serras ou
montanhas...
- Nas alterações do metabolismo
orgânico, como por exemplo na
hipoglicemia, uremia...
- Na aterosclerose, por falta de
irrigação sangüínea.
- Em doenças pré-existentes
como diabetes, hipertensão,
reumatismos, etc.
- Nas doenças próprias do
ouvido, como as otites.
- Devido a hábitos, como o
excesso de cafeína, tabagismo,
álcool ou drogas.
- Nas infecções por vírus ou
bactérias devido ao estado
toxêmico.
- Nos problemas de coluna
cervical, por oclusão da artéria
vértebro-basilar e nos problemas
de articulação da mandíbula.
- No estresse, ansiedade,
depressão e outros problemas
psicológicos.
- Devido aos traumatismos na
cabeça.
- Por utilização de drogas que
chamamos ototóxicas, como
alguns antibióticos e
antiinflamatórios que alteram as
funções do ouvido.
- Devidos aos traumas sonoros
por excesso continuado de
ruídos.
Muitos pacientes com distúrbios
labirínticos não apresentam
nenhuma causa aparente. Neste
caso procede-se uma boa
avaliação otorrinolaringológica,
a qual poderá revelar distúrbios
na orelha externa, no tímpano,
nariz e/ou garganta. Obstrução
do ouvido por cera também
pode ser uma causa comum de
tontura, assim como a rinite
alérgica, faringite ou sinusite.
Diagnóstico
Diante de uma queixa de
tontura, de qualquer tipo, deve
ser sempre considerada a
possibilidade desta ser de
origem vestibular, até prova em
contrário. Neste caso, a presença
de alterações no exame
neurológica poderá confirmar a
existência de uma vestibulopatia
real. A vertigem em determinada
posição da cabeça ou quando
há mudança de posição da
cabeça, indicam algum distúrbio
do sistema vestibular.
Labirinto1 Se a tontura for
acompanhada de sintomas
auditivos, como por exemplo, de
Zumbido, chiados, surdez,
deverá ser considerada a
hipótese de cócleo-
vestibulopatia. A tontura pode
ainda surgir sob a forma de crise
vertiginosa aguda, caracterizada
por intensa tontura de tipo
rotatório, náuseas, vômitos e
outras manifestações
neurovegetativas.
ZUMBIDO NO OUVIDO
O Zumbido é freqüentemente
descrito como "um barulho nos
ouvidos", e esse barulho varia
sensivelmente de pessoa para
pessoa, sendo apitos para
alguns, chiados para outros,
barulho de cachoeira, roncos,
etc. O mais importante é saber
que essas pessoas com Zumbido,
às vezes, ouvem esses barulhos
24 horas por dia, ficando mais
intensos quanto mais silêncio
existe.
No início da doença muitos
pacientes ficam preocupados,
especialmente se eles nunca
ouviram falar sobre Zumbido ou,
ao contrário, se conhecem
algum portador que tenha dito
sofrer disso há muitos anos.
Algumas perguntas que mais
ansiedade causam no paciente
são: Será que o Zumbido
desaparecerá? Perderei minha
audição? Como posso dormir
com todo esse barulho? Como
posso trabalhar? Outras pessoas
também sentem isso?
Normalmente o paciente sente-
se emocionalmente melhor
depois de obter explicações de
um profissional qualificado,
como por exemplo, um médico
otorrinolaringologista. Também
pode sentir-se aliviado se
conversar com alguém que
também sofra de Zumbido, que
já experimentou os mesmos
tipos de sensações e aprendeu a
lidar com elas.
Causas
Até o momento, não se tem
certeza absoluta de nenhuma
causa específica para o
Zumbido. São conhecidos,
entretanto, alguns fatores que
causam o Zumbido ou podem
piorá-lo podem ser identificados:
- acúmulo de cera nos ouvidos,
- alergias,
- ansiedade, depressão e
estresse
- certos medicamentos (aspirina,
alguns antibióticos, etc),
- doenças cardiovasculares,
- exposição ao barulho,
- infecção nos ouvidos ou dos
seios paranasais,
- oclusão dental,
- otosclerose,
- problemas na articulação
temporo-mandibular
- hipotireoidismo
- traumatismo de cabeça e
pescoço
- tumor no nervo auditivo.
Os fatores que mais pioram os
Zumbidos é a exposição
demasiada ao barulho, a perda
de audição e o estresse. Nesse
particular do estresse, podemos
dizer que o Zumbido causa
estresse e vice-versa, ou seja, o
estresse causa Zumbido. Esse
mecanismo pode se tornar um
ciclo vicioso.
Alguns medicamentos
(ototóxicos) também podem
prejudicar os ouvidos e piorar o
Zumbido. O Álcool, nicotina e
cafeína podem exacerbar o
Zumbido. Alguns pacientes
relatam que o Zumbido piora
após o consumo de certos
alimentos, como o queijo, sal e
vinho tinto.
Emocionalmente, a maioria dos
pacientes com Zumbido se
considera saudável. Dependendo
do perfil emocional de cada
paciente, alguns se adaptam aos
ruídos que escutam. Outros, no
entanto, podem ficar
perturbados e estressados,
inclusive, necessitando de
alguma ajuda psiquiátrica para
aprender a enfrentar este
problema.
Fisiologicamente, entretanto,
diante do Zumbido o organismo
tende a reagir como se estivesse
constantemente ameaçado, que
é a sensação experimentada no
estresse. Quando esta situação
excede a capacidade de
adaptação e tolerância da
pessoa, pode ocorrer um estado
de esgotamento.
Alguns autores estabelecem
critérios de graduação da
gravidade do Zumbido. São seis
graus, do 0 ao 5, de acordo com
a intensidade dos sintomas:
0- O Zumbido não está presente.
1- O Zumbido está presente se
eu prestar atenção, mas não é
muito irritante e pode ser
normalmente ignorado.
2- O Zumbido é freqüentemente
irritante, porém pode ser
ignorado a maior parte do
tempo.
3- É difícil ignorar o Zumbido,
mesmo com esforço.
4- O Zumbido está sempre
presente a um nível irritante e
freqüentemente causa
considerável sofrimento.
5- O Zumbido é mais do que
irritante, causando um problema
angustiante por muito ou todo o
tempo.
O tratamento à base de
medicamentos pode envolver o
uso de vitaminas,
vasodilatadores, tranqüilizantes,
antidepressivos,
anticonvulsivantes ou
antivertiginosos. Entretanto,
nenhum desses medicamentos
significa cura para o Zumbido,
mas pode fornecer alívio em
vários casos.
O Zumbido é um sintoma
clínico. Cada paciente deverá ser
examinado por um
otorrinolaringologista para
eliminar qualquer problema
clínico que possa estar associado
ao Zumbido. Deve ser feita uma
avaliação auditiva para
determinar se a pessoa percebe
níveis sonoros de forma normal
e se os seus ouvidos estão
funcionando como deveriam.

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